O ex-príncipe Andrew foi detido na última quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em cargo público. A polícia britânica investiga se ele enviou documentos confidenciais a Jeffrey Epstein durante seu período como representante comercial do Reino Unido. Andrew foi liberado 12 horas depois sem acusação formal, mas continua sob investigação.
Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA revelam e-mails íntimos entre Andrew e Epstein. Em uma mensagem, Andrew escreveu a Epstein: 'Parece que estamos nisso juntos', após a condenação do bilionário por crimes sexuais. A amizade entre os dois é um dos fatores que levaram à ruína pública do ex-príncipe.
A principal acusadora de Andrew é Virginia Giuffre, que detalhou uma rede de abusos iniciada quando ela tinha 17 anos. Segundo Virginia, Ghislaine Maxwell a instruiu: 'No carro, Ghislaine me disse que eu tinha que fazer com o Andrew o que eu fazia com o Jeffrey.' Ela relata três encontros sexuais com o príncipe, em Londres, Nova York e no Caribe.
Andrew sempre negou as acusações, mas em fevereiro de 2022 pagou cerca de 12 milhões de libras (quase R$ 84 milhões) em um acordo extrajudicial para encerrar o processo, sem admitir o abuso. Virginia Giuffre morreu em abril de 2025, aos 41 anos.
Em 2025, o Rei Charles III retirou de Andrew seus títulos honorários e o tratamento de 'Alteza Real'. Isolado e sem funções oficiais, o ex-príncipe agora responde como cidadão comum enquanto a justiça britânica investiga sua lealdade a Epstein.



