Bebês Reborn: A Nova Tendência de Bonecas Hiper-Realistas que Conquista Redes e Famosos
Bebês Reborn: A Nova Tendência de Bonecas Hiper-Realistas que Conquista Redes e Famosos

As bonecas hiper-realistas conhecidas como “bebês reborn” se tornaram uma tendência nas redes sociais, conquistando não apenas colecionadores, mas também famosos como Xuxa Meneghel, Jojo Todynho, Sabrina Sato e o padre Fábio de Melo. Essas bonecas imitam recém-nascidos com detalhes impressionantes: choram, têm nome, ganham roupas novas, passeiam em carrinhos e até recebem certidão de nascimento.

Mais do que brinquedos, os reborns são tratados como filhos por seus donos. A influenciadora Nane Reborn, de 37 anos, acumula mais de 200 mil seguidores no TikTok ao compartilhar sua rotina com o boneco Gui, a quem trata como filho. Ela leva o boneco a shoppings, parques e restaurantes, o que gerou uma onda de comentários, nem todos positivos. Nane já desabafou sobre o preconceito que enfrenta, relatando que uma senhora na rua sugeriu que ela procurasse um psicólogo.

A comunidade reborn promove encontros presenciais. Em abril, o Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi palco de uma confraternização com dezenas de “mães” de bebês reborn, incluindo a presença de influenciadores como Chico Barney. Nos Estados Unidos, o fenômeno ganhou ares profissionais: em Orlando, a loja MacroBaby criou uma maternidade cenográfica para adoção dos reborns, oferecendo berçário, escuta de batimentos cardíacos, pesagem e assinatura de certidão de nascimento.

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O termo “reborn” significa “renascido” em inglês e se refere à técnica artesanal de transformar bonecos comuns em representações realistas de recém-nascidos. O processo, chamado de reborning, utiliza peças de vinil e silicone de alta qualidade, com camadas de pintura para simular pele, veias e manchas naturais. Fios de cabelo são implantados um a um, e os olhos, cílios e expressões são desenhados para garantir o realismo. O peso também é ajustado para lembrar o de um bebê verdadeiro.

Além de objetos de coleção, os reborns são usados como instrumentos terapêuticos por pessoas que enfrentam luto gestacional, infertilidade, solidão ou doenças como Alzheimer. Os preços variam de R$ 400 para modelos simples a mais de R$ 5 mil para criações sofisticadas.

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