Exposição 'Rescaldo das memórias' transforma cinzas em arte
O artista plástico Vik Muniz inaugurou, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a exposição 'Rescaldo das memórias', composta por 11 fotografias e 9 esculturas criadas a partir de materiais recuperados dos escombros do incêndio que devastou a instituição em 2018. A mostra ocupa a Sala das Vigas, local exato onde o fogo teve início, e integra as comemorações dos 208 anos do museu.
Obras feitas com fragmentos do acervo perdido
As peças utilizam cinzas, vidros derretidos, fragmentos de cerâmica e outros resíduos coletados por pesquisadores e arqueólogos durante o mapeamento dos escombros. Segundo Muniz, o processo criativo foi uma 'catarse incrível', permitindo ressignificar a tragédia. 'Trabalhar com esses materiais foi uma forma de lidar com a perda e, ao mesmo tempo, celebrar a memória do que existia', afirmou o artista.
Reconstrução do palácio segue em andamento
O Museu Nacional, que completa 208 anos, segue em processo de reconstrução. A previsão é que a obra completa do palácio histórico seja concluída em 2029. Enquanto isso, a exposição de Vik Muniz oferece ao público uma oportunidade de reflexão sobre a memória e a destruição. A mostra temporária fica aberta à visitação até 30 de agosto deste ano.



