Crítica: 'Supergirl' tem carisma de Milly Alcock, mas aventura repetitiva
'Supergirl' tem carisma, mas aventura repetitiva

A australiana Milly Alcock, conhecida por seu papel em 'A Casa do Dragão', é o grande destaque de 'Supergirl', novo filme da DC sobre a prima do Superman. No entanto, a produção sofre com uma aventura repetitiva e um vilão genérico, que funcionam como a kryptonita do longa. O filme estreia nesta quinta-feira (25) nos cinemas brasileiros.

Uma abertura promissora

A obra começa de forma envolvente, focada na atuação de Milly Alcock. A trama mostra uma Supergirl em luto pela perda de Krypton, mas a atriz de 26 anos consegue manter o carisma da personagem, evitando que o desinteresse aparente se transforme em apatia. Em suas mãos, a heroína por trás do trauma é sempre visível.

Baseado em uma minissérie em quadrinhos premiada, com arte da brasileira Bilquis Evely, o roteiro escrito por Ana Nogueira (atriz de ascendência brasileira) segue uma história familiar: a heroína tenta superar o trauma enquanto ajuda uma garota em busca de vingança pela morte dos pais. A premissa é básica, mas já deu origem a boas aventuras.

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O problema do poder excessivo

O maior desafio de 'Supergirl' é comum aos heróis da DC nos quadrinhos: criar obstáculos reais para personagens tão poderosos. O filme opta por uma sucessão de desculpas para reduzir a força da protagonista, nivelando-a ao antagonista. No início, a estratégia funciona, já que ela está deliberadamente em um local sem poderes. Mas, na terceira explicação frágil, a credibilidade se perde.

O vilão, interpretado por Matthias Schoenaerts, é ainda mais genérico que nos quadrinhos: todo de preto, cheio de piercings faciais e sem motivação clara, difícil de diferenciar de seus próprios capangas. O visual remete aos mercenários espaciais de 'Guardiões da Galáxia', dirigido por James Gunn, copresidente do estúdio DC.

Lobo subaproveitado

O filme também não faz justiça à introdução de Lobo, um dos anti-heróis mais interessantes da editora. Jason Momoa, que interpretou Aquaman, nasceu para o papel, mas o personagem ganha uma versão reduzida na trama.

Cercada por tantos problemas, Milly Alcock voa alto sobre o resto do elenco. É uma pena que 'Supergirl' não a acompanhe nesse voo.

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