O papa Francisco, líder de 1,4 bilhão de católicos, morreu aos 88 anos, anunciou o Vaticano. Argentino, Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa do Hemisfério Sul, das Américas, jesuíta e a adotar o nome Francisco. Sua morte ocorre semanas após receber alta hospitalar por pneumonia dupla.
Conhecido como 'papa dos pobres', Francisco promoveu um 'catolicismo do encontro', com foco em pobres, imigrantes e meio ambiente. Criticou a 'cultura do descarte' e o 'sistema econômico predatório'. Sua agenda gerou atritos com conservadores e políticos de direita, sendo chamado de 'comunista' por adversários.
Em sua última aparição pública, no Domingo de Páscoa, cumprimentou fiéis na Praça de São Pedro e teve audiência com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. Morreu às 7h35 (2h35 em Brasília), segundo o cardeal Kevin Farrell.
O pontificado de 12 anos buscou reformar a Igreja, tornando-a mais inclusiva, mas enfrentou resistências. A morte lança incerteza sobre a continuidade de sua agenda reformista, que dependia do próximo conclave. Grande parte dos cardeais foi indicada por ele, mas as reformas, como maior protagonismo feminino, não foram concluídas.
Francisco expressou angústia com conflitos globais, como na Ucrânia e Gaza. Durante a ofensiva israelense, conversava todas as noites com cristãos palestinos abrigados em uma igreja católica. Sua morte ocorre durante o Jubileu, ano sagrado que atrai peregrinos a Roma.



