O artista mineiro Gustavo Nazareno está expondo em Paris uma série de telas que transformam orixás em verdadeiros ícones da alta costura. As obras, criadas a partir de referências de grandes estilistas como Alexander McQueen e John Galliano, misturam simplicidade e opulência para refletir a riqueza das religiões de matriz africana.
Opulência como expressão religiosa
Nazareno explica que a opulência faz parte da religião. 'A opulência faz parte da religião', afirma o artista. Suas pinturas, feitas a óleo ou carvão, evocam editoriais de moda e revelam sua forte ligação espiritual com os orixás. Cada tela busca capturar a essência divina por meio de vestimentas luxuosas e poses que lembram campanhas publicitárias de grifes.
Inspiração em estilistas renomados
As referências de moda são claras: McQueen, Galliano e outros nomes da alta-costura servem de base para os trajes dos orixás. Nazareno não apenas pinta, mas também desenha as roupas, criando uma fusão entre o sagrado e o profano, entre a tradição africana e o universo fashion parisiense.
Exposição em Paris
A exposição, realizada na capital francesa, apresenta obras como 'Assistência a estrelas' (2026), que retrata um orixá em pose de modelo. O artista mineiro ganhou destaque por sua abordagem inovadora, que une arte, espiritualidade e moda. A mostra tem atraído visitantes interessados tanto na temática religiosa quanto no viés estético.
Religião e arte se encontram
Para Nazareno, a arte é uma forma de valorizar as religiões de matriz africana, muitas vezes marginalizadas. 'Minha obra é um ato de resistência e celebração', diz. As telas mostram orixás como entidades poderosas e elegantes, desafiando estereótipos e promovendo a diversidade cultural.



