Morre Rosa Perdigão, líder das baianas de acarajé no Rio
Morre Rosa Perdigão, referência das baianas de acarajé no Rio

Rosa Perdigão, coordenadora da Associação das Baianas de Acarajé do Rio de Janeiro (ABAM Rio), faleceu, causando comoção entre entidades culturais e governamentais. Liderança histórica na defesa do ofício das baianas de acarajé — reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) —, Rosa era figura central na preservação das tradições afro-brasileiras na capital fluminense.

Atuação na Cinelândia e legado cultural

Rosa Perdigão transformou a Cinelândia, no centro do Rio, em um ponto de encontro e celebração da cultura baiana, vendendo acarajés e promovendo a valorização do ofício. Sua atuação ia além do comércio: ela era uma defensora incansável dos direitos das baianas, lutando por condições dignas de trabalho e pelo reconhecimento da profissão como patrimônio cultural. Segundo a ABAM Rio, Rosa "dedicou a vida à manutenção das tradições e à luta pelo respeito às baianas de acarajé".

Repercussão e homenagens

Entidades como a Secretaria Municipal de Cultura do Rio e o IPHAN manifestaram pesar. Em nota, o IPHAN destacou que Rosa "foi uma referência na salvaguarda do ofício das baianas de acarajé, contribuindo para que essa prática permanecesse viva e valorizada". A prefeitura do Rio também lamentou a perda, ressaltando que Rosa "deixa um legado de resistência e orgulho para a cultura afro-brasileira". Colegas baianas e frequentadores da Cinelândia prestaram homenagens nas redes sociais, lembrando sua simpatia e dedicação.

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Impacto na comunidade

A morte de Rosa Perdigão representa uma perda significativa para a comunidade das baianas de acarajé no Rio, que perde uma de suas principais lideranças. Ela atuava como coordenadora da ABAM Rio desde a fundação da associação, há mais de 15 anos, e era conhecida por sua capacidade de mobilização e diálogo com o poder público. Em entrevistas, Rosa sempre enfatizava a importância de manter viva a tradição do acarajé, que chegou ao Rio com as migrações baianas e se consolidou como símbolo da cultura afro-brasileira.

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