Farmacêutica brasileira cria IA que reduz riscos em prescrições hospitalares
Brasileira cria IA para segurança em prescrições médicas

A farmacêutica brasileira Ana Helena Ulbrich ganhou destaque internacional ao criar a NoHarm.IA, uma ferramenta de inteligência artificial que mitiga riscos na prescrição de medicamentos em hospitais. Desenvolvida em parceria com seu irmão Henrique Dias, a plataforma analisa dados para identificar erros potenciais, especialmente em pacientes críticos.

Como funciona a NoHarm.IA

A ferramenta utiliza algoritmos de IA para cruzar informações de prontuários eletrônicos, bases de medicamentos e diretrizes clínicas, alertando sobre possíveis interações medicamentosas, dosagens incorretas ou alergias. Lançada em 2020, a NoHarm.IA já opera em mais de 200 hospitais no Brasil, segundo a criadora.

"Nosso objetivo é reduzir erros de prescrição que podem levar a eventos adversos graves", afirmou Ana Helena Ulbrich. A plataforma é especialmente útil em unidades de terapia intensiva, onde a complexidade dos tratamentos aumenta o risco de falhas.

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Reconhecimento internacional e expansão

O projeto atraiu apoio de instituições renomadas, como a Fundação Bill & Melinda Gates e o Hospital Sírio-Libanês. Além disso, a NoHarm.IA está expandindo seus projetos para outras áreas da saúde, como a oncologia e a pediatria.

A inovação rendeu a Ana Helena Ulbrich prêmios e convites para palestrar em eventos internacionais de tecnologia e saúde. A ferramenta também está sendo adaptada para uso em hospitais de países da América Latina e África.

Impacto na segurança do paciente

Dados divulgados pela empresa indicam que a NoHarm.IA já evitou mais de 10 mil potenciais erros de prescrição nos hospitais onde atua, impactando diretamente a segurança dos pacientes. Estudos publicados em revistas médicas mostram redução de até 30% nos eventos adversos relacionados a medicamentos.

A farmacêutica brasileira planeja expandir a ferramenta para incluir recomendações personalizadas baseadas em genômica, aumentando ainda mais a precisão das prescrições. "Queremos que a IA seja uma aliada do médico, não um substituto", destacou Ulbrich.

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