MoMA reúne 300 obras de Duchamp em retrospectiva monumental
MoMA reúne 300 obras de Duchamp em retrospectiva monumental

O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) apresenta uma retrospectiva monumental de Marcel Duchamp, com cerca de 300 obras, incluindo o famoso mictório 'Fonte'. A exposição devolve ao público uma visão de conjunto da trajetória do artista, cuja leitura tende a ser reduzida a episódios emblemáticos.

Duchamp abandonou a representação como problema e propôs que a escolha feita pelo olhar do espectador, antes de qualquer intervenção técnica ou habilidade manual, já pode ser arte. Essa proposição atravessa toda a sua obra, desde as primeiras pinturas influenciadas por Cézanne até os ready-mades.

Nascido em 1887 em Blainville-Crevon, Marcel cresceu em uma família onde a arte era caso de família: seus irmãos mais velhos se tornariam conhecidos como Jacques Villon e Raymond Duchamp-Villon. Em Paris, a partir de 1904, passou pela Academia Julian sem se fixar em nenhum estilo.

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Entre 1911 e 1912, os três irmãos Duchamp participaram das reuniões de Puteaux com o grupo que daria origem à exposição da Section d'Or. Marcel absorveu esses debates, mas os atravessou em diagonal, usando as ideias como usaria objetos industriais: deslocando-as do contexto.

Quando o comitê do Salão dos Independentes recusou 'Nu Descendo uma Escada nº 2' em 1912, Duchamp foi buscar a tela pessoalmente, sem protestar. 'Foi um ponto de virada na minha vida', diria ele. Não voltou a pintar de modo regular.

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