Lula decreta luto oficial pela morte de Luiz Carlos Barreto
Lula decreta luto oficial pela morte de Barreto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias pela morte do cineasta Luiz Carlos Barreto, ocorrida nesta quinta-feira, 24 de julho, no Rio de Janeiro. Barreto, um dos maiores nomes do cinema brasileiro, tinha 95 anos e deixa um legado de mais de 50 filmes produzidos ou dirigidos.

Trajetória de um gigante do cinema

Luiz Carlos Barreto nasceu em Sobral, no Ceará, em 1929. Começou sua carreira como fotógrafo e, nos anos 1960, tornou-se produtor e diretor. Foi responsável por obras-primas como 'O Que É Isso, Companheiro?' (1997), indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' (1976), um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema nacional.

Além de produtor, Barreto também atuou como diretor de fotografia em filmes marcantes do Cinema Novo, como 'Vidas Secas' (1963) e 'O Padre e a Moça' (1965). Seu trabalho foi fundamental para consolidar a indústria cinematográfica brasileira.

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Reconhecimento e homenagens

O decreto de luto oficial foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Em nota, o presidente Lula destacou a contribuição de Barreto para a cultura brasileira: 'Luiz Carlos Barreto foi um visionário que dedicou sua vida ao cinema, deixando um legado que inspira gerações. O Brasil perde um de seus maiores artistas.'

O velório será realizado no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, e o enterro está previsto para o sábado, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. A família informou que não haverá cerimônia aberta ao público, apenas para amigos e familiares.

Impacto no cinema nacional

Barreto foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e recebeu diversos prêmios ao longo da carreira, incluindo o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2002. Sua morte representa uma perda imensurável para a cultura do país.

A classe artística manifestou pesar nas redes sociais. O diretor Cacá Diegues, amigo de longa data, afirmou: 'Barreto era um mestre, um homem que amava o cinema e o Brasil. Sua ausência será sentida por todos nós.'

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