Feira de vinis em BH acontece todo segundo sábado do mês
Feira de vinis em BH acontece todo segundo sábado do mês

A Feira do Vinil e CDs Independentes acontece todo segundo sábado do mês na Casa do Jornalista, em Belo Horizonte. Idealizada por Edu Pampani, pesquisador musical e fundador da Discoteca Pública, a feira reúne aproximadamente 6 mil discos, com valores de R$ 10 a R$ 1 mil. A próxima edição está marcada para 8 de agosto, das 10h às 17h, com entrada gratuita, na Rua Álvares Cabral, 400, no Centro da capital mineira.

A história do evento e a Discoteca Pública

O projeto nasceu em 2007, a partir do acervo pessoal de Edu Pampani, um apaixonado por música que dedicou boa parte da vida à pesquisa musical. Ele também é o criador da Discoteca Pública, espaço no bairro Santa Tereza que foi apresentado ao público pelo programa Terra de Minas, da TV Globo. Na discoteca, os visitantes encontram um ambiente pensado para ouvir discos de vinil como antigamente: com calma, atenção e uma boa conversa sobre música.

Pampani percebeu que o interesse pelo formato era grande e que muitas pessoas buscavam não apenas comprar discos, mas também trocar experiências. Foi assim que surgiu a ideia da feira, que encontrou na Casa do Jornalista um ponto estratégico, no coração de Belo Horizonte. Desde então, o evento se tornou uma tradição para os amantes do vinil, atraindo tanto frequentadores antigos quanto novas gerações.

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O que encontrar na feira

Os expositores levam para a Casa do Jornalista um acervo diversificado, com títulos que atravessam décadas e estilos. Dos clássicos da MPB aos grandes nomes do rock internacional, passando por jazz, blues, samba, bossa nova e até mesmo edições raras e discos de colecionador. São cerca de 6 mil títulos por edição, o que garante uma verdadeira imersão na história da música.

Os preços são variados: é possível achar discos a partir de R$ 10, ideais para quem está começando uma coleção, assim como peças de alto valor, que podem chegar a R$ 1 mil. A variação depende de fatores como raridade, estado de conservação e demanda do mercado. Para os colecionadores mais experientes, a feira é uma oportunidade de garimpar itens difíceis de encontrar em outros lugares.

Um passeio para todos os públicos

Além da compra, a feira é um espaço de convivência. O público que frequenta é formado por colecionadores, pesquisadores, músicos e curiosos. Muitos vão apenas para folhear as capas dos discos e relembrar os tempos em que ouvir música era um ritual. Outros buscam indicações e conversas com os expositores, que costumam conhecer detalhes sobre as obras disponíveis.

"Vale a visita nem que seja por curiosidade", afirma o g1 MG na cobertura do evento. De fato, mesmo quem não tem nenhum disco em casa encontra na feira um ambiente agradável, cheio de histórias para contar. Há quem saia de lá com um disco na mão e um novo interesse pelo formato.

Vinil: um formato que atravessa gerações

O vinil, que já foi considerado ultrapassado diante do CD e do streaming, vive um verdadeiro renascimento. A feira é uma prova de que discos de vinil não são apenas itens de nostalgia, mas também de descoberta para jovens que nunca viveram a era da vitrola. A experiência de colocar a agulha no disco, ouvir o chiado característico e acompanhar a música de forma linear, sem pular faixas, atrai cada vez mais adeptos.

Essa atmosfera é reforçada pela discoteca de Edu Pampani, um espaço que funciona como um arquivo vivo da música. Ao reunir tantos títulos em uma feira, o evento contribui para a preservação da memória musical brasileira e internacional, ao mesmo tempo em que movimenta a economia criativa local.

Próxima edição e informações práticas

A feira acontece sempre em um sábado, e o calendário é fixo: todo segundo sábado de cada mês. A próxima edição será em 8 de agosto, das 10h às 17h, na Casa do Jornalista, localizada na Rua Álvares Cabral, 400, no Centro de Belo Horizonte. A entrada é gratuita, e a recomendação é chegar cedo para aproveitar com tranquilidade a variedade de títulos.

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Por ser uma feira independente, o evento funciona como um importante canal para pequenos vendedores e sebos da cidade. Muitos expositores são, eles próprios, colecionadores que transformaram o hobby em fonte de renda. Essa característica contribui para um clima acolhedor, em que o interesse pela música fala mais alto do que a transação comercial.

Para quem deseja acompanhar as novidades, o g1 MG lembra que o canal oficial do jornal no WhatsApp é um meio de receber informações sobre a programação cultural da capital. Mas a principal forma de garantir a presença é simples: anote na agenda e separe a tarde do sábado para mergulhar no universo do vinil.