O governo da Colômbia anunciou nesta segunda-feira (13/4) o plano de sacrificar 80 hipopótamos, descendentes dos quatro animais que o traficante Pablo Escobar levou para o país nos anos 1980. A medida visa controlar a população da espécie, considerada invasora e ameaçadora para os ecossistemas locais.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 2022 havia pelo menos 169 hipopótamos silvestres na região do rio Magdalena. Sem controle, a estimativa é que cheguem a mais de 500 até 2030 e ultrapassem mil em 2035. A ministra Irene Vélez afirmou que o crescimento descontrolado contamina a água, afeta comunidades e coloca em risco espécies nativas como o peixe-boi e a tartaruga de rio.
O documento oficial destina 7,2 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 10 milhões) para reduzir a população em pelo menos 33 animais por ano. As estratégias incluem translocação para zoológicos e santuários no exterior, mas nenhum país aceitou recebê-los devido à baixa diversidade genética. A eutanásia, que custa cerca de 50 milhões de pesos (R$ 70 mil) por animal, será realizada por injeção ou dardo de rifle, seguindo protocolo técnico para garantir segurança e ética.
A decisão gerou críticas da senadora Andrea Padilla, ativista dos direitos animais, que classificou a medida como “simplista e cruel”. Ela afirmou que os hipopótamos são vítimas da irresponsabilidade do Estado. Desde 2022, a espécie é considerada exótica invasora na Colômbia, sendo a única população selvagem fora da África.



