Coadjuvantes que roubaram a cena nas novelas das nove da Globo
Coadjuvantes que roubaram a cena nas novelas das nove da Globo

Nas novelas das nove da Globo, tradicionalmente marcadas por grandes protagonistas e tramas centrais densas, muitos coadjuvantes acabaram ultrapassando o protagonismo esperado e conquistaram o público. Com carisma, humor, vilania ou emoção, eles roubaram a cena e se tornaram figuras indispensáveis para o sucesso das histórias.

Personagens cômicos frequentemente se transformam em fenômenos. Em Avenida Brasil (2012), Adauto (Juliano Cazarré) e Muricy (Eliane Giardini) conquistaram o público com bordões e situações hilárias, equilibrando o clima pesado da trama central. Já em O Outro Lado do Paraíso (2017), Raquel (Erika Januza) começou como personagem secundária e terminou como uma das favoritas, graças à sua trajetória de superação.

Nem só os antagonistas roubam a cena. Em Pantanal (2022), Zefa Leonel (Paula Barbosa) e Zaquieu (Silvero Pereira) ganharam enorme destaque, mesmo fora do eixo central. Zaquieu emocionou o público ao representar temas como identidade e pertencimento em um ambiente conservador. Outro exemplo é Nazaré Tedesco em Senhora do Destino (2004), cuja construção folclórica e exagerada transformou a vilã em um ícone pop.

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Em muitas novelas, o sucesso dos coadjuvantes leva os autores a ampliar suas participações. Em Amor à Vida (2013), Félix (Mateus Solano) começou como vilão secundário, mas o desempenho do ator e a resposta do público o levaram a um arco de redenção central. O mesmo ocorreu com Crodoaldo (Marcelo Serrado) em Fina Estampa (2011), cuja personalidade caricata garantiu cenas memoráveis.

O êxito desses personagens mostra que um elenco bem escalado é fundamental para a riqueza narrativa das novelas das nove. Eles dão profundidade ao universo da história, criam subtramas envolventes e estabelecem maior identificação com o público. Mais do que coadjuvantes, esses personagens se tornam protagonistas do imaginário popular, provando que roubar a cena é também uma forma de fazer história.

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