Na edição deste ano da CasaCor, a arquiteta veterana Maria Thereza e Silva, com mais de 30 anos de participação no evento, apresentou um ambiente que rapidamente se tornou um dos mais comentados. Batizado de "Refúgio Sensorial", o espaço foi projetado para despertar a vontade de "se jogar e ficar", como descreve a própria profissional.
Conceito e inspiração
O ambiente, de 120 metros quadrados, foi inspirado na ideia de um santuário urbano, onde o morador pudesse escapar do ritmo acelerado das grandes cidades. "Quis criar um lugar que abraçasse as pessoas, com texturas, aromas e uma iluminação que convidasse ao relaxamento total", explica a arquiteta. O projeto priorizou materiais naturais, como madeira de demolição, pedras e fibras têxteis, combinados com uma paleta de cores terrosas e verdes.
Elementos de destaque
Um dos pontos altos do espaço é uma grande rede de descanso suspensa, feita sob medida, que ocupa a área central. "A rede é o convite mais direto: você vê e quer deitar. É um convite ao ócio criativo", afirma Maria Thereza. Além disso, o ambiente conta com uma parede viva com plantas nativas, que purificam o ar e trazem frescor, e um sistema de som com frequências binaurais para induzir ao relaxamento profundo.
Impacto e recepção
Segundo a organização da CasaCor, o ambiente já recebeu mais de 5 mil visitantes nos primeiros dias da exposição, e as redes sociais registraram um aumento de 40% nas menções ao espaço em comparação com outros ambientes da mostra. "As pessoas estão tirando fotos, deitando na rede e dizendo que não querem mais sair. É exatamente a reação que esperávamos", comemora a arquiteta.
Detalhes técnicos e sustentabilidade
O projeto também se destaca pelo viés sustentável: 90% dos materiais utilizados são reciclados ou de origem certificada. A iluminação é 100% em LED, com sensores de presença para economizar energia. "A sustentabilidade não é um diferencial, é uma obrigação. Mostramos que é possível ter conforto e beleza sem agredir o planeta", reforça Maria Thereza.
Legado para a CasaCor
Para a arquiteta, que já participou de mais de 15 edições da CasaCor, este ambiente representa um marco em sua carreira. "Cada edição é um desafio, mas este espaço reflete um amadurecimento do meu olhar sobre o que realmente importa: o bem-estar das pessoas", conclui. A mostra segue aberta ao público até o final de agosto, e o "Refúgio Sensorial" promete continuar atraindo visitantes em busca de um momento de paz.



