No filme 'Herança de Narcisa', Paolla Oliveira assume dois papéis — mãe e filha — em uma trama que mescla drama familiar, elementos sobrenaturais e terror psicológico. Apesar do desempenho da atriz, que carrega a produção praticamente sozinha, o longa-metragem tropeça ao recorrer a clichês e explicações excessivamente didáticas, segundo a crítica.
Trama explora relação conturbada entre mãe e filha
A história gira em torno de Ana (Paolla Oliveira), uma mulher que precisa lidar com o luto pela morte de sua mãe, Narcisa (também interpretada por Paolla Oliveira). O contraste entre as personalidades das duas — Ana é prática e contida, enquanto Narcisa era excêntrica e possessiva — é o motor do drama. Com a chegada de uma herança misteriosa, eventos sobrenaturais começam a acontecer, forçando Ana a confrontar traumas geracionais e segredos do passado.
Atuação de Paolla Oliveira é destaque
A crítica ressalta que Paolla Oliveira 'preenche a tela praticamente sozinha', entregando uma atuação convincente tanto como a filha atormentada quanto como a mãe enigmática. No entanto, os personagens secundários são pouco desenvolvidos e servem apenas para cumprir funções básicas do roteiro, sem acrescentar profundidade à narrativa.
Clichês e didatismo enfraquecem o suspense
O filme investe em sustos previsíveis e em uma trilha sonora que tenta forçar o clima de tensão, mas acaba caindo em lugares-comuns do gênero. Além disso, as explicações detalhadas sobre os eventos sobrenaturais quebram o mistério e diminuem o impacto emocional. Para a crítica, a produção 'perde força ao usar recursos batidos e explicações didáticas'.
Com uma cotação de 'Bonequinho dorme', 'Herança de Narcisa' é descrito como um filme que não consegue sustentar o suspense até o final, deixando a impressão de que poderia ter sido mais ousado. Apesar do brilho individual de Paolla Oliveira, a obra é prejudicada por um roteiro que não explora todo o potencial da premissa.



