Luiz Carlos Barreto: vocação pelo cinema descoberta por acaso
Barreto descobriu cinema por acaso em reportagem

O produtor Luiz Carlos Barreto, que morreu nesta quarta-feira (22) aos 97 anos, descobriu sua vocação pelo cinema por acaso, durante uma reportagem jornalística. A história foi contada por ele mesmo em entrevistas ao longo da carreira.

Do fotojornalismo ao cinema

Nascido em Sobral, no Ceará, em 1928, Barreto começou a vida profissional como fotojornalista. Trabalhou em veículos como O Globo e Revista O Cruzeiro. Foi em uma das reportagens que ele teve o primeiro contato com o cinema. Segundo ele, estava cobrindo as filmagens de um filme quando se encantou com o processo de produção.

"Eu estava fazendo uma reportagem sobre cinema e, de repente, me vi fascinado por aquilo. Decidi que era aquilo que queria fazer", disse Barreto em entrevista ao Memória Globo.

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Carreira de sucesso

A partir daí, Barreto se tornou um dos mais importantes produtores do cinema brasileiro. Participou de filmes marcantes como "O Cangaceiro" (1953), "Vidas Secas" (1963) e "Central do Brasil" (1998). Seu trabalho foi fundamental para a consolidação da indústria cinematográfica no país.

Barreto também atuou como diretor de fotografia e roteirista. Ao todo, produziu mais de 50 filmes e foi indicado ao Oscar por "O Quatrilho" (1995) e "Central do Brasil" (1998).

Legado

O produtor deixa um legado imenso para o cinema nacional. Sua descoberta casual da vocação mostra como o acaso pode mudar o rumo de uma vida. "O cinema foi um acaso, mas um acaso que me deu a maior felicidade do mundo", afirmou Barreto.

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