Luisa Arraes e Eduardo Sterblitch surgiram caracterizados para a nova montagem de "O Beijo no Asfalto", clássico de Nelson Rodrigues. A peça estreia em julho no Rio de Janeiro, no Teatro Maison de France, e promete uma abordagem contemporânea da obra.
Elenco e personagens
Na trama, Sterblitch interpreta Arandir, um homem comum que, ao presenciar um atropelamento, dá um beijo na boca da vítima moribunda – um gesto que desencadeia uma série de eventos trágicos e escandalosos. Luisa Arraes vive Selminha, sua esposa, que se vê no centro do turbilhão moral e social provocado pelo ato do marido. O elenco conta ainda com nomes como Renato Livera, na pele do detetive Amado Ribeiro, e Isabela Garcia, como dona Matilde, mãe de Arandir.
Direção e adaptação
A direção é de Amir Haddad, que também assina a adaptação ao lado de Maria Rita Kehl. Haddad, conhecido por seu trabalho no teatro político e popular, busca trazer à tona as questões de hipocrisia e moralidade que permeiam a obra original, atualizando o discurso para o contexto brasileiro atual. "O Beijo no Asfalto" é uma das peças mais emblemáticas de Nelson Rodrigues, escrita em 1961, e aborda temas como preconceito, imprensa sensacionalista e a fragilidade das convenções sociais.
Sinopse e relevância
A história começa quando Arandir, a caminho do trabalho, vê um homem ser atropelado. Ao se aproximar, o moribundo pede um beijo, e Arandir, em um impulso de compaixão, o beija. Esse ato é testemunhado por um jornalista que transforma o incidente em manchete, levando Arandir a ser julgado pela sociedade e pela polícia. A peça explora a histeria coletiva e a destruição da vida de um homem por um gesto de humanidade. Segundo a produção, a montagem busca dialogar com o Brasil de hoje, onde a intolerância e o julgamento moral ainda são ferramentas de opressão.
Serviço
A temporada vai de 10 de julho a 17 de agosto, com sessões de quinta a domingo no Teatro Maison de France, localizado na Rua do Ouvidor, 120, no Centro do Rio. Os ingressos estarão disponíveis em breve pela plataforma Sympla. A classificação indicativa é de 16 anos.



