Cajueiro de Pirangi: o maior do mundo com 9 mil m² e 80 mil frutos
Maior cajueiro do mundo: 9 mil m² e 80 mil frutos por safra

O Cajueiro de Pirangi, localizado em Parnamirim, na Grande Natal (Rio Grande do Norte), é reconhecido pelo Guinness World Records como o maior cajueiro do planeta. Com cerca de 137 anos, a árvore ocupa uma área de quase 9 mil metros quadrados — equivalente a um campo de futebol — e produz até 80 mil frutos por safra. Anualmente, o monumento natural atrai aproximadamente 300 mil visitantes, que se maravilham com a estrutura que mais parece uma floresta do que uma única árvore.

Características únicas do cajueiro gigante

O fenômeno responsável pelo crescimento horizontal descomunal é o plagiotropismo, uma característica genética que faz com que os galhos cresçam paralelamente ao solo. Ao tocar a terra, os ramos lançam novas raízes e continuam a se expandir, criando a ilusão de uma vasta floresta. Esse processo contínuo ao longo de mais de um século resultou na impressionante cobertura vegetal que hoje é um dos principais cartões-postais do estado.

A infraestrutura turística no local inclui estacionamento, quiosques, lojas de artesanato e uma passarela elevada que permite aos visitantes percorrer o interior da copa sem danificar as raízes. Apesar do sucesso, a expansão da árvore enfrenta limites urbanos: ruas e construções ao redor impedem que o cajueiro continue a crescer livremente.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Disputa pelo título mundial

Em 2016, surgiu uma controvérsia quando um cajueiro na cidade de Mossoró, também no Rio Grande do Norte, reivindicou o recorde de maior do mundo. No entanto, após análise criteriosa, o Guinness World Records manteve o título com o exemplar de Pirangi, que segue sendo a referência oficial. A árvore de Mossoró, embora também de grande porte, não alcançou as dimensões totais do cajueiro de Pirangi.

O cajueiro é protegido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), que cuida da preservação e do manejo turístico. Segundo o órgão, a árvore é um patrimônio natural e cultural do estado, e medidas são tomadas para garantir sua longevidade.

Impacto turístico e econômico

Além de ser uma atração turística, o cajueiro movimenta a economia local com a venda de castanhas, sucos, doces e artesanato. Durante a safra, que ocorre entre setembro e novembro, a produção de frutos chega a 80 mil unidades, gerando renda para dezenas de famílias da região. O visitante pode degustar o caju in natura ou na forma de produtos típicos.

O reconhecimento internacional pelo Guinness World Records fortalece o turismo no Rio Grande do Norte, colocando o estado no mapa mundial de curiosidades naturais. A árvore é um exemplo de como um fenômeno biológico pode se transformar em um importante ativo econômico e cultural.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar