O modelo de negócios 'faça você mesmo' (DIY, na sigla em inglês) vem ganhando força no Brasil, com empresas que convidam o consumidor a participar ativamente da produção de itens como cervejas, pizzas, velas e até móveis. A proposta é oferecer uma experiência personalizada, reduzir custos e criar um vínculo mais forte com a marca.
Cervejaria colaborativa
Em São Paulo, a Cervejaria do Mestre permite que os clientes criem suas próprias receitas de cerveja. O processo inclui escolha de lúpulo, malte e levedura, com acompanhamento de um mestre cervejeiro. O valor médio por lote de 20 litros é de R$ 150,00, cerca de 30% mais barato que uma cerveja artesanal pronta. 'O cliente sai com a cerveja que ele mesmo fez, o que gera um orgulho enorme', afirma o sócio Carlos Silva.
Pizzarias interativas
Redes como a Pizza na Mesa, no Rio de Janeiro, oferecem massas pré-preparadas e ingredientes frescos para que os clientes montem suas próprias pizzas. O preço fixo de R$ 39,90 por pessoa inclui massa, molho e até cinco coberturas. 'As crianças adoram, e os adultos se sentem chefs por um dia', diz a proprietária Ana Costa. O modelo reduziu o desperdício de alimentos em 20%, segundo a empresa.
Velas artesanais e aromas
A loja carioca Aroma & Cia vende kits para fabricação de velas aromáticas em casa. O kit, por R$ 89,00, inclui cera, pavio, essências e corantes. A empresa oferece workshops online e presenciais. 'O faça você mesmo virou um hobby, e as pessoas buscam atividades relaxantes', explica a fundadora Marina Oliveira. As vendas de kits cresceram 150% em 2025 comparado ao ano anterior.
Móveis montados pelo cliente
A startup Monta Fácil, de Belo Horizonte, comercializa móveis desmontados com instruções detalhadas e ferramentas inclusas. O consumidor monta estantes, mesas e cadeiras, economizando até 40% em relação a móveis prontos. 'Além do preço, a satisfação de montar o próprio móvel é um diferencial', afirma o CEO João Pedro. A empresa planeja expandir para outras capitais em 2026.
Benefícios e desafios
Especialistas apontam que o modelo DIY fortalece o engajamento do cliente e reduz custos logísticos para as empresas. No entanto, exige treinamento e suporte para evitar frustrações. 'O consumidor precisa se sentir capaz e amparado', diz a consultora de varejo Lúcia Mendes. A tendência deve crescer, impulsionada pela busca por experiências e economia.



