Mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 3ª semana, aponta Focus
Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 3ª semana

O mercado financeiro reduziu a projeção para o IPCA de 2026 pela terceira semana consecutiva, de acordo com o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (20). A mediana das expectativas para a inflação no próximo ano caiu de 4,10% para 4,05%, ainda acima do centro da meta de 3,75%. A pesquisa também mostrou leve ajuste na projeção do PIB para 2026, de 2,00% para 1,98%.

Ibovespa opera com cautela

O Ibovespa oscilava perto dos 174 mil pontos nesta segunda, em meio à cautela com o cenário externo e a espera por novos sinais sobre a política monetária nos Estados Unidos. O índice chegou a subir 0,2% na máxima do dia, mas perdeu fôlego com a queda das commodities e a indefinição sobre o rumo dos juros americanos.

Entre as ações em destaque, a Vibra Energia renovou máxima histórica, impulsionada pela alta do petróleo no mercado internacional. Já a Marcopolo seguia pressionada, com investidores repercutindo a desaceleração nas vendas de ônibus no mercado doméstico.

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Focus: mercado reduz projeção do IPCA

O relatório Focus, elaborado pelo Banco Central com base em projeções de cerca de 100 instituições financeiras, mostrou ainda que a expectativa para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 11,50% ao ano, enquanto a mediana para o câmbio subiu de R$ 5,70 para R$ 5,75 por dólar.

Para 2025, a projeção do IPCA ficou estável em 5,65%, bem acima do teto da meta de 4,50%. A pesquisa indica que o mercado espera que a inflação só volte a ficar dentro do limite superior da meta em 2027, quando a mediana é de 3,80%.

Oriente Médio eleva petróleo, mas inflação menor reduz temor com juros

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, com o barril do Brent subindo mais de 2% nesta segunda. No entanto, a divulgação de dados de inflação mais baixos nos Estados Unidos e na Europa reduziu o temor de que os bancos centrais precisem manter os juros elevados por mais tempo.

O sinal de diálogo entre Estados Unidos e Irã foi incapaz de animar o Ibovespa, que manteve o tom cauteloso. Analistas avaliam que o mercado segue focado nos juros americanos e na possibilidade de novos aumentos de tarifas comerciais.

China: estatais compram quase US$ 9 bilhões em ações

Na China, as estatais compraram quase US$ 9 bilhões em ações para sustentar o mercado, em meio à volatilidade causada pela desaceleração econômica e pela guerra comercial com os EUA. A medida ajudou a conter as perdas do índice Xangai Composto, que fechou em alta de 0,5%.

Hedge funds chineses que lucraram com inteligência artificial começam a buscar a saída, segundo relatório da JiveMauá, que comprou o controle da Rota Verde Goiás e estreou na gestão de infraestrutura.

Krugman: tarifas de Trump visam punir Pix, mas dificilmente terão efeito

O economista Paul Krugman afirmou, em artigo, que as tarifas propostas pelo ex-presidente Donald Trump visam punir o sistema de pagamentos instantâneos Pix, mas dificilmente terão efeito prático. Segundo Krugman, a medida é uma tentativa de retaliar o Brasil por políticas cambiais, mas não deve impactar significativamente o comércio bilateral.

A desvalorização da moeda do Irã bateu recorde, com 1,95 milhão de riais por dólar, em meio às sanções e à instabilidade política. O país enfrenta uma crise cambial que já dura meses, com a inflação ultrapassando os 40% ao ano.

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