XP revela top picks para o 2º semestre; veja as 13 ações recomendadas
XP revela top picks para 2º semestre; veja 13 ações

A XP Investimentos divulgou seu relatório "Onde Investir – 2º Semestre", traçando um mapa detalhado das principais recomendações por setor da Bolsa brasileira. O documento combina o cenário micro das empresas com uma leitura macro marcada por juros elevados, inflação persistente e aumento da volatilidade eleitoral.

Critérios de seleção

Nesse ambiente desafiador, o banco destaca empresas com forte geração de caixa, balanços resilientes e exposição a temas estruturais como commodities, infraestrutura e tecnologia. A equipe de análise também apontou as top picks da XP em 13 setores da Bolsa Brasileira. As escolhas são:

  • Agro: 3Tentos (TTEN3)
  • Bancos: Itaú (ITUB4)
  • Bens de capital: Embraer (EMBJ3)
  • Elétricas: Equatorial (EQTL3)
  • Construtoras: Cury (CURY3)
  • Mineração e siderurgia: Aura Minerals (AURA33)
  • Óleo, gás e petroquímicos: PRIO (PRIO3)
  • Papel e celulose: Suzano (SUZB3)
  • Propriedades comerciais: Iguatemi (IGTI11)
  • Saneamento: Sabesp (SBSP3)
  • Tecnologia e telecom: TOTVS (TOTS3)
  • Transportes: Localiza (RENT3)
  • Varejo: Lojas Renner (LREN3)

Commodities e ativos reais em destaque

A XP reforça o peso de empresas expostas a commodities, especialmente diante da alta do petróleo e das tensões geopolíticas. A PRIO (PRIO3) se beneficia diretamente do petróleo acima de US$ 100 por barril, com expectativa de forte geração de caixa e avanço na produção, incluindo novos projetos como Wahoo. Já a Aura Minerals (AURA33) é a escolha em mineração, impulsionada pelos fundamentos positivos para o ouro e projetos em expansão. A Suzano (SUZB3) é vista como defensiva dentro do setor de papel e celulose, com vantagem de custo e exposição global. Esse grupo tende a funcionar como proteção em um cenário de inflação elevada e juros altos.

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Setor financeiro

A XP recomenda postura cautelosa com crédito, mas vê valor em instituições consolidadas. O Itaú (ITUB4) é o principal nome do setor, beneficiado por resiliência operacional e gestão de risco, mesmo com deterioração marginal da qualidade de crédito. A XP evita nomes com maior exposição a crédito mais arriscado, refletindo o ambiente macro mais desafiador.

Cíclicos domésticos

A sensibilidade aos juros exige escolha criteriosa. A Cury (CURY3) é destaque entre construtoras pela forte geração de caixa, baixa alavancagem e exposição ao segmento de baixa renda, que conta com funding robusto e demanda resiliente. Já a Lojas Renner (LREN3) é a preferida no varejo pela estrutura financeira sólida e capacidade de execução, mesmo com consumo pressionado.

Infraestrutura e serviços regulados

Empresas com fluxo de caixa previsível ganham relevância. A Equatorial (EQTL3) surge como principal nome em elétricas, apoiada por agenda regulatória favorável e potencial de reprecificação com eventual queda de juros. A Sabesp (SBSP3) lidera saneamento, com destaque para ganhos de eficiência e agenda de privatizações.

Indústria e transporte

A XP identifica oportunidades em empresas com visibilidade de receitas. A Embraer (EMBJ3) tem backlog robusto e potencial de crescimento em defesa e aviação, além de valuation atrativo. A Localiza (RENT3) combina disciplina de preços, demanda sólida e otimização de custos.

Tecnologia

A TOTVS (TOTS3) é a principal aposta, com modelo defensivo, crescimento consistente e exposição à digitalização e inteligência artificial.

Imobiliário corporativo

A Iguatemi (IGTI11) se destaca por portfólio de alto padrão, crescimento operacional e geração de valor via aquisições.

Segundo a XP, o ambiente para ações brasileiras no segundo semestre deve ser mais desafiador, exigindo disciplina na escolha de ativos. Com isso, destacam-se três pilares centrais: empresas de alta qualidade, com balanços sólidos e geração de caixa consistente. Ao mesmo tempo, a casa vê oportunidades após a correção recente da Bolsa, com indicadores de sentimento em níveis de "pessimismo extremo", historicamente associados a pontos de entrada.

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