A Viveo (VVEO3) anunciou na última sexta-feira (27) um aumento de capital de até R$ 870 milhões, por meio da subscrição privada de até 967 milhões de novas ações, a R$ 0,90 por ação, com diluição de 75%.
Bradesco BBI vê operação entre mista e negativa
De acordo com o Bradesco BBI, a leitura da operação está entre mista e negativa, considerando a diluição. Por esse motivo, o banco manteve a recomendação neutra para a companhia e reduziu o preço-alvo para o final do ano de R$ 1,10 para R$ 0,90.
O valor de R$ 0,90 está 30% abaixo da média ponderada por volume dos últimos 30 dias e 27% abaixo do último preço de fechamento.
Alavancagem deve diminuir, mas ainda é alta
A expectativa do banco é de que a alavancagem da Viveo diminua de 5,6x para 4,3x a relação dívida líquida/EBITDA (excluindo IFRS 16) no primeiro trimestre de 2026 — consideravelmente alta, conforme os analistas. O cálculo inclui R$ 720 milhões de financiamento de fornecedores.
Além disso, a base considera o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) excluindo IFRS 16. Segundo os analistas, após a recente reestruturação da dívida, o Ebitda da Viveo agora inclui despesas com arrendamento mercantil.
Detalhes da operação
Em junho, a empresa anunciou a conclusão da reestruturação de suas debêntures no valor de R$ 3 bilhões. Conforme os detalhes da operação, o aumento de capital poderá ser subscrito em dinheiro ou por meio da capitalização de debêntures. A controladora DNA Capital (com participação de 37,5%) comprometeu-se a subscrever um mínimo de R$ 427 milhões (49% do total) por meio da capitalização de debêntures.



