O Vila Nova encerrou o primeiro turno da Série B do Campeonato Brasileiro na terceira colocação, com 34 pontos (10 vitórias, quatro empates e cinco derrotas), mantendo-se na briga pelo acesso à elite do futebol nacional. No entanto, o desempenho da equipe apresenta contrastes marcantes entre os setores ofensivo e defensivo.
Ataque eficiente, defesa vulnerável
Com 27 gols marcados, o Vila Nova possui o terceiro melhor ataque da competição, atrás apenas de Novorizontino (28 gols) e CRB (29 gols). Por outro lado, a defesa sofreu 22 gols, sendo a mais vazada entre os times que atualmente compõem o G-6, ao lado do Operário. Comparativamente, os concorrentes diretos apresentam números defensivos superiores: Fortaleza sofreu 19 gols, Novorizontino 18, Criciúma 12 e Juventude apenas oito.
Invencibilidade em casa, dificuldades fora
O principal desafio do técnico Guto Ferreira é o desempenho como visitante. No Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), o Tigre está invicto, com sete vitórias e dois empates. Fora de Goiânia, porém, acumula cinco derrotas, dois empates e apenas três vitórias, todas contra adversários da parte inferior da tabela: Ponte Preta (vice-lanterna), América-MG (lanterna) e Londrina (16º colocado).
Perspectivas para o returno
A estreia do Vila Nova no segundo turno será na próxima segunda-feira (27), contra o CRB, em Maceió. Uma vitória não apenas manteria a equipe no G-6, mas também quebraria um jejum de quatro derrotas consecutivas como visitante. Atualmente, o Tigre está a um ponto do Operário e a cinco do líder Criciúma, que garantiriam acesso direto à Série A.
Nas últimas três edições da Série B, apenas em 2023 o Vila Nova teve desempenho superior ao atual ao fim da primeira metade, quando somou 35 pontos e ocupava a terceira posição. Em 2024, a equipe fechou com 30 pontos em sexto lugar; em 2025, encerrou a 19ª rodada na oitava posição, com 27 pontos.



