UBS rebaixa Bolsa e aponta 'canário da mina' para investidor brasileiro
UBS rebaixa Bolsa e aponta 'canário da mina' no Brasil

O UBS rebaixou a recomendação para a Bolsa brasileira, citando riscos fiscais e políticos. O banco aponta o que chama de 'canário da mina' para o investidor local: a deterioração das contas públicas e a incerteza eleitoral. Enquanto isso, dados de emprego nos Estados Unidos vieram muito acima do esperado, com a criação de vagas superando as projeções em maio. Isso levou o dólar a subir acima de R$ 5,10 e pressionou o Ibovespa, que recuou com os holofotes sobre o payroll. A Embraer, porém, registrou alta.

Mercados em alerta

O payroll forte nos EUA derrubou o Bitcoin ao menor nível desde outubro de 2024. As bolsas americanas aprofundaram quedas, com o mercado passando a precificar alta de juros em 2026. No Brasil, a conta pode chegar depois da eleição, independentemente de quem vencer: Lula ou Flávio Bolsonaro. O governo ainda calcula o impacto da decisão dos EUA de rotular facções brasileiras como terroristas, o que pode aumentar custos para empresas.

Oportunidades e riscos

No front doméstico, FIDCs pagam até 200 pontos-base a mais que debêntures, uma oportunidade para investidores de renda fixa. Mas o mercado de crédito privado enfrenta desafios: o fundo da Blackstone limitou saques em meio a resgates. A XP Educação oferece formação gratuita em IA, enquanto cursos apontam 13 ações recomendadas para comprar em junho.

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  • Dólar: sobe acima de R$ 5,10 com payroll forte.
  • Ibovespa: recua, mas Embraer sobe.
  • Bitcoin: cai ao menor nível desde outubro.

Política e economia

O PL triplicou o fundo eleitoral, com Flávio e Lula tendo um terço dos R$ 4,9 bilhões. Caiado descarta chapa com Zema e defende união da direita apenas no 2º turno. Redes associam tarifaço e ameaça ao Pix a Flávio. No cenário internacional, Xi Jinping viajará à Coreia do Norte, e o Japão intensifica intervenção verbal para sustentar o iene. O Irã declara apoio ao Hezbollah, e o Senado dos EUA aprova US$ 70 bilhões para o ICE.

Empresas e investimentos

A Copasa cai 5% com escolha da Equatorial como investidor de referência. A Vibra anuncia resgate antecipado de R$ 779 milhões em debêntures. A Raízen vende negócio na Argentina por US$ 1,42 bilhão. China e Hong Kong são barrados de informações sobre IPO da SpaceX. No setor imobiliário, a 'papelada' trava negócios e aumenta risco jurídico.

Para o investidor, o fundo de crédito privado da Blackstone limita saques, enquanto a XP busca oportunidades no setor logístico. Estudo XP-Atlantiqis propõe novas referências para investidores, e FIIs divulgam dividendos de junho.

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