Em meio a uma nova ofensiva tarifária do governo Trump, a pesquisadora Bruna Santos, estudiosa das relações entre os países, afirma que o tarifaço veio para ficar. Segundo ela, as taxas têm uma cabeça técnica e econômica, referindo-se ao representante de Comércio, Jamieson Greer. 'Trump não quer negociação, e o tarifaço veio para ficar', declarou.
Estratégia econômica permanente
Bruna Santos sustenta que a política tarifária é sustentada por uma filosofia econômica que visa transformar os Estados Unidos de um país consumidor para um país produtor. Apesar da limitação imposta pela Suprema Corte ao uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), Trump continua a empregar diversas seções da Lei de Comércio de 1974 para manter sua estratégia.
Brasil entre os mais afetados
O Brasil, com tarifa de 12,5%, figura entre os países mais afetados pela nova onda de tarifas. Enquanto isso, o governo americano busca usar as tarifas como alavanca para negociações comerciais. A pesquisadora destaca que a medida não é temporária, mas sim uma mudança estrutural na política comercial dos EUA.



