Os preços do petróleo despencaram mais de 10% nesta segunda-feira (23), com o barril do Brent fechando abaixo de US$ 100 pela primeira vez em semanas. A queda ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma trégua de cinco dias com o Irã e ordenar o adiamento de qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram 'conversas muito boas e produtivas' no fim de semana. No entanto, a agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, negou que haja negociações em andamento entre Teerã e Washington.
O barril do petróleo tipo Brent, referência global, recuou 11,12%, cotado a US$ 99,72. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 9,70%, para US$ 88,70. Apesar da trégua, o Exército de Israel informou ter realizado 'ataques a alvos do regime iraniano no coração de Teerã', e o Irã ameaçou fechar completamente o Estreito de Ormuz.
Nos mercados acionários, a maioria das bolsas europeias e americanas fecharam em alta. O Dow Jones e o Nasdaq Composite subiram 1,38%, e o S&P 500 avançou 1,15%. Na Europa, o CAC 40 francês ganhou 0,79%, o DAX alemão subiu 1,22% e o Ibex 35 espanhol fechou com alta de 1,04%.
Já as bolsas asiáticas recuaram, pressionadas pelos preços do petróleo. O Nikkei, de Tóquio, caiu 3,47%; o Kospi, de Seul, perdeu 6,5%; Hong Kong recuou 3,5%; Xangai caiu 3,6%; e Sydney teve queda de 0,7%.
O conflito no Oriente Médio, iniciado após ataques de Israel e dos EUA contra o Irã, continua gerando instabilidade. A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou atacar usinas de energia de Israel e instalações que abastecem bases americanas no Golfo, enquanto Trump deu um ultimato de 48 horas para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz.



