Tesouro Prefixado 2029 cai abaixo da Selic pela 1ª vez desde Copom
Tesouro Prefixado 2029 cai abaixo da Selic pela 1ª vez

As taxas do Tesouro Direto abrem novamente em queda nesta sexta-feira (26), num movimento disseminado que caminha para encerrar a semana com alívio generalizado na curva. O Tesouro Prefixado 2029 saiu de 14,34% no fechamento de quinta-feira para 14,20% nesta manhã, voltando a operar abaixo da Selic atual de 14,25% pela primeira vez desde antes do Copom, e desfazendo a leitura de que o mercado precificava alta de juros. Nesta semana, a queda do prefixado mais curto já chega a 69 pontos-base.

Queda disseminada nos títulos de inflação

Nos títulos de inflação, o fechamento também foi disseminado e mais intenso do que nos últimos pregões. O IPCA+ 2032 foi de 8,37% na quinta para 8,28% nesta manhã, queda de 9 pontos-base, reduzindo a distância em relação ao recorde histórico de 8,51% registrado em 18 de junho. O IPCA+ 2040 caiu de 7,59% para 7,49%, e o IPCA+ 2050 recuou de 7,24% para 7,16%. O Prefixado 2032 cedeu de 14,46% para 14,35%.

Petróleo e câmbio como vetores do movimento

O principal vetor do movimento é o petróleo, que caiu abaixo de US$ 70 por barril nesta sessão. O WTI retomou as perdas mesmo após um ataque a um navio perto de Omã, com a visão predominante sendo a de um excesso de oferta iminente decorrente da reabertura do Estreito de Ormuz e da autorização americana para importação de crude iraniano. A queda do barril abaixo desse nível psicológico reduz as expectativas de inflação global e alivia os prêmios embutidos nos títulos de juro real.

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O câmbio contribui na mesma direção. O dólar opera em baixa nesta sexta, acompanhando o exterior, com leilões do Banco Central no radar. Na quinta-feira, a moeda americana havia fechado em queda de 0,39%, a R$ 5,1805, e a continuidade da tendência nesta sessão comprime adicionalmente os prêmios na ponta longa da curva.

Reversão em relação ao pico de tensão

O conjunto do movimento desta semana marca uma reversão relevante em relação ao pico de tensão registrado entre os dias 8 e 18 de junho, quando o Prefixado 2029 chegou a 15,02% e o IPCA+ 2032 atingiu 8,51%, o maior juro real de compra desde dezembro de 2008.

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Taxas do Tesouro Direto às 9h40 desta sexta-feira (26)

  • Tesouro Reserva 2036: SELIC, vencimento 01/01/2036
  • Tesouro Selic 2031: SELIC + 0,0743%, vencimento 01/03/2031
  • Tesouro Prefixado 2029: 14,20%, vencimento 01/01/2029
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,35%, vencimento 01/01/2032
  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,28%, vencimento 15/08/2032
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,80%, vencimento 15/05/2037
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,49%, vencimento 15/08/2040
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,50%, vencimento 15/05/2045
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,16%, vencimento 15/08/2050
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,36%, vencimento 15/08/2060