O Tesouro IPCA+8% voltou a pagar taxas que não se viam desde o governo Dilma, gerando dúvidas entre investidores: afinal, é mesmo imperdível? Com a Selic podendo chegar a 14,25%, o cenário de juros, inflação e orçamento mudou significativamente. Especialistas ouvidos pelo InfoMoney analisam se é hora de comprar, esperar ou sair desse tipo de título.
O que mudou no cenário?
A expectativa de alta da Selic, combinada com a inflação ainda pressionada, torna o Tesouro IPCA+8% atrativo para quem busca proteger o poder de compra. No entanto, a volatilidade do mercado exige cautela. Enquanto alguns gestores veem uma oportunidade única, outros alertam para os riscos fiscais e a possibilidade de juros ainda mais altos no futuro.
Opiniões divergentes
Para o economista-chefe da XP Asset, a bomba-relógio da inflação já está armada, o que justificaria a busca por títulos indexados ao IPCA. Por outro lado, analistas lembram que, se a Selic subir mais, o preço dos títulos pode cair no curto prazo, gerando perdas para quem precisar vender antes do vencimento.
Diante desse cenário, a recomendação é diversificar e avaliar o horizonte de investimento. Para quem pode manter o título até o vencimento, a taxa de 8% acima da inflação é considerada excelente. Já para quem precisa de liquidez, pode ser melhor esperar ou buscar alternativas como CDBs e LCAs com taxas atraentes.
O mercado também acompanha de perto os dados de inflação nos EUA e a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que impactam os juros globais. No Brasil, a pesquisa Quaest mostra Lula com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, o que adiciona incerteza política ao cenário econômico.
Em meio a esse ambiente, a XP Educação abriu inscrições gratuitas para um curso de formação em IA, enquanto a Monte Bravo planeja dobrar a equipe e atingir R$ 200 bilhões sob custódia até 2030. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin desabou, e especialistas recomendam cautela.
Para quem busca renda fixa, a XP oferece CDBs, LCIs e LCAs com taxas competitivas, enquanto o dólar opera em baixa. Já o FII ALZR11 anunciou um programa de recompra de cotas, e a exchange NovaDAX encerrou operações no Brasil.
No cenário internacional, EUA e Irã trocam ataques após a queda de um helicóptero Apache perto do Estreito de Ormuz, elevando a tensão geopolítica. O número de casos de Ebola no Congo se aproxima de 600, e a Carolina do Sul realiza primárias com Trump como protagonista.
Por fim, o Ibovespa caiu mais de 15% após o topo histórico, com apenas seis ações escapando da correção. O ambiente de mercados está mais perigoso, segundo Andrew Ross Sorkin, e a complexidade geopolítica afeta até a cobertura de seguros na Copa do Mundo.



