A temporada de balanços do segundo trimestre de 2025 começa sob pressão no Brasil, com investidores atentos a sinais de desaceleração econômica e incertezas fiscais. Apesar do cenário desafiador, alguns setores e ações podem surpreender positivamente, segundo analistas.
Setores em destaque
Entre os setores que mais chamam a atenção estão siderurgia, aviação, educação e tecnologia. A Gerdau, por exemplo, deve apresentar resultados influenciados pelos preços do aço no mercado internacional. Já a Embraer, que recentemente anunciou pedidos bilionários no Farnborough Air Show, pode mostrar recuperação robusta.
No setor de educação, a Ânima Educação é vista como uma aposta de recuperação, após reestruturação financeira. Já a Méliuz, empresa de cashback, pode surpreender com crescimento de receita, impulsionado pelo aumento do comércio eletrônico.
Impacto do cenário macroeconômico
O Ibovespa tenta manter os 173 mil pontos, mas opera sem força, refletindo a cautela dos investidores. O dólar recuou após notícias sobre proposta de cessar-fogo no Oriente Médio, o que aliviou temporariamente a pressão sobre ativos de risco.
O IGP-M recuou 1,11% na segunda prévia de julho, impulsionado por preços ao produtor, o que pode sinalizar alívio na inflação. No entanto, a taxa Selic elevada continua a pressionar empresas endividadas.
Ações para acompanhar
Além de Gerdau e Embraer, outras ações estão no radar: T4F (SHOW3) atingiu quórum em OPA e avança para fechamento de capital; BlackRock aumentou participação na B3 para 10,03%; e o Grupo Abra anunciou acordo para adquirir até 45 aviões E195-E2 da Embraer.
No setor imobiliário, o FII TRXF11 comprou complexo de R$ 1,4 bilhão, com Mercado Livre ocupando dois dos três galpões. Já os FIIs ganharam 41 mil novos investidores em junho, totalizando 3,25 milhões na B3.
Perspectivas para o segundo semestre
Analistas apontam que a bolsa pode repetir padrão de anos eleitorais, com volatilidade até definições políticas. O governo federal fechou acordo sobre trabalho no comércio em feriados, o que pode impactar o varejo. Além disso, a liberação de R$ 13,2 bilhões em lucros do FGTS aos trabalhadores pode injetar recursos na economia.
Para quem busca renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs continuam atrativas, com destaque para títulos que pagam até 1.097% do CDI em cinco anos.



