Taxas dos DIs fecham em alta com feriado nos EUA e foco no Copom
Taxas dos DIs fecham em alta com feriado nos EUA e foco no Copom

SÃO PAULO, 19 Jun (Reuters) – Sem a referência dos Treasuries, devido a um feriado nos Estados Unidos, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a sexta-feira em alta, com destaque para os vencimentos mais longos, dando continuidade ao movimento da véspera, na esteira do comunicado de quarta-feira do Banco Central.

Movimento das taxas

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 14,255%, uma alta de 1 ponto-base ante o ajuste de 14,245% da sessão anterior. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 ficou em 14,735%, com alta de 14 pontos-base ante o ajuste de 14,6%. Esta foi a quarta sessão consecutiva de avanço das taxas futuras no Brasil.

Impacto do feriado americano

Em função do feriado de Juneteenth, não houve negociações de Treasuries nesta sexta-feira, o que limitou a liquidez também no mercado brasileiro, que operou numa espécie de “ressaca” após a forte movimentação da véspera. As taxas longas tiveram altas fortes na quinta-feira, com os investidores reagindo negativamente ao comunicado ‘dovish’ (suave com a inflação) divulgado na noite de quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

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Reação ao comunicado do Copom

Uma das avaliações correntes foi a de que o texto foi confuso, gerou ruídos e pareceu sugerir que o BC quer cortar novamente a Selic em agosto, a despeito da piora das expectativas de inflação. No mercado, a expectativa é de que na ata do encontro o Copom possa corrigir sua comunicação, mas como o documento será divulgado apenas na manhã de terça-feira, na sessão desta sexta os agentes pouco movimentaram suas posições.

Após oscilarem próximas da estabilidade pela manhã, à tarde as taxas longas dos DIs se firmaram em alta, intensificando o movimento na reta final da sessão regular, quando a liquidez estava ainda menor.

Cenário externo

No exterior, o foco das atenções dos investidores globais seguiu voltado para a guerra no Oriente Médio. Após a Suíça informar que as negociações dos EUA com o Irã para encerrar o conflito não ocorreriam nesta sexta-feira, como era esperado, Teerã minimizou o adiamento, afirmando que já estão em andamento os preparativos para as conversas nos próximos dias. Além disso, Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, chegaram a um acordo de cessar-fogo, após uma escalada dos combates no Líbano que ameaçava as negociações de paz.

Em meio ao cenário ainda nebuloso no Oriente Médio, o petróleo oscilava em alta nesta tarde, na faixa dos US$80 o barril. No fim da manhã, em entrevista ao portal Jota, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a abordar os impactos do petróleo sobre a economia brasileira. Segundo ele, deve ser possível avaliar ainda em junho a estabilização do preço do petróleo, o que permitiria a reversão das medidas emergenciais do governo de subsídio aos combustíveis.

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