Com a proximidade das eleições parlamentares nos Estados Unidos e a popularidade em queda, Donald Trump volta a disparar sua metralhadora tarifária obsessiva a torto e a direito, desta feita lançando mão de argumentos protecionistas e supostamente morais. Um dia após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob a alegação de que o governo brasileiro adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os americanos, entre elas o Pix, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção, o governo americano determinou uma taxa adicional de 12,5% como punição por falhas em aplicar uma “proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. O que Trump quer mesmo é salvar sua pele e se perpetuar no poder a qualquer custo (ou taxa), desde que ganhe votos com o eleitorado americano. O resto é ladainha.
Reações dos leitores
Leitores do Estadão manifestaram preocupação com as consequências das medidas para o Brasil. J. S. Vogel Decol, de São Paulo, alerta que a decisão de Trump de classificar facções como PCC e Comando Vermelho como terroristas pode ameaçar o Pix, sob o argumento de que ele prejudica a competitividade de empresas americanas de cartão de crédito. Armando Bergo Neto, de Campinas, teme que a medida, influenciada pelos irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro, possa prejudicar a economia brasileira. Já Sylvio Belém, do Recife, questiona se o aumento de tarifas após contato de Flávio Bolsonaro com Trump é mera coincidência.
Críticas à gestão Lula
Luciana Lins, de Campinas, critica o presidente Lula por agir como candidato permanente e presidente ocasional, transformando diplomacia em palanque. Ela considera patético Lula atribuir à família Bolsonaro a responsabilidade pelo tarifaço. Izabel Avallone, de São Paulo, ironiza a afirmação de Lula de que o Brasil não é uma republiqueta, lembrando das facções que controlam territórios e da corrupção.
Outros temas
Nas cartas, também foram abordados temas como a greve na USP, a poluição sonora em São Paulo, a segurança nas ruas, ataques de tubarão e a seleção brasileira de futebol. Airton Reis Júnior alerta para o risco de minorias organizadas ocuparem espaços de poder diante da apatia da maioria. Ronaldo Gotthilf critica a hipocrisia da Prefeitura de São Paulo ao endurecer o Programa Silêncio Urbano sem fiscalização efetiva. Marcelo Zuccas defende a ampliação da fiscalização de veículos ruidosos. Paula de Ribamar reclama da falta de policiamento em Pinheiros. Maurílio Polizello Junior defende a preservação dos tubarões. Paulo Panossian celebra a vitória da seleção brasileira, enquanto Vital Romaneli Penha critica o “oba-oba” do time.



