Sobretaxa dos EUA: Brasil já teve tarifa de 50% e 10%; entenda nova proposta de 25%
Sobretaxa dos EUA: Brasil já teve tarifa de 50% e 10%

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma nova tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras, com uma ampla lista de exceções que inclui itens como carnes e aeronaves. A medida, se implementada, elevaria a tarifa efetiva atual de 9% para 13,8%, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira.

Histórico de tarifas dos EUA sobre o Brasil

O Brasil já enfrentou tarifas americanas de 50% e 10% em momentos distintos, vinculadas a questões legais e políticas internacionais. A nova proposta de 25% representa um aumento significativo, mas ainda inferior ao pico histórico de 50% aplicado em 2019 durante a gestão Trump, quando o governo americano alegou práticas desleais de comércio.

Exceções previstas na proposta

O relatório do USTR lista uma série de exceções para a sobretaxa, incluindo carnes bovina e suína, aeronaves comerciais, produtos farmacêuticos e componentes eletrônicos. Essas exceções visam minimizar o impacto sobre setores estratégicos para ambos os países.

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  • Carne bovina e suína
  • Aeronaves comerciais
  • Produtos farmacêuticos
  • Componentes eletrônicos

Reação do governo brasileiro

O governo Lula considera a medida sem fundamento técnico e avalia opções de resposta, que podem incluir a abertura de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e a retaliação com tarifas sobre produtos americanos. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que a proposta ignora os avanços nas relações bilaterais e pode prejudicar a competitividade da economia brasileira.

Impacto econômico estimado

De acordo com o estudo, a tarifa efetiva subiria de 9% para 13,8%, afetando principalmente setores como minério de ferro, celulose e suco de laranja. O aumento pode reduzir as exportações brasileiras aos EUA em até 2% no curto prazo, com impacto maior sobre estados exportadores como Minas Gerais e São Paulo.

O Brasil já respondeu a tarifas anteriores com medidas na OMC e acordos bilaterais. Desta vez, a expectativa é de uma negociação mais complexa, dado o contexto de tensões comerciais globais. A decisão final sobre a nova tarifa cabe ao Congresso americano, que deve analisar a proposta nos próximos meses.

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