Resumo do Mercado: Ações Preferidas, PIB dos EUA e Balanços Marcam o Início de Julho
Resumo do Mercado: Ações, PIB e Balanços em Julho

Os primeiros dias de julho de 2026 trouxeram uma série de indicadores e resultados corporativos que movimentam os mercados brasileiros. Enquanto investidores avaliam as preferências por ações no primeiro semestre, dados dos Estados Unidos e balanços de grandes empresas como Ambev e Usiminas ditam o ritmo dos negócios. A seguir, os principais destaques.

Ações Preferidas no Primeiro Semestre

Segundo levantamento divulgado pela InfoMoney, as ações mais negociadas na B3 nos primeiros seis meses de 2026 incluem papéis de Vale, Bradesco, Petrobras e outras blue chips. O movimento reflete a busca por liquidez e a preferência por empresas sólidas em meio à incerteza econômica global. O Morgan Stanley, em relatório recente, apontou que o alívio para ações brasileiras após a decisão do Federal Reserve não encerrou o que chama de “limbo” do mercado, alertando para riscos fiscais e políticos.

PIB dos EUA e Inflação

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, abaixo do esperado pelo mercado. O dado alimenta expectativas de que o Fed possa adotar uma postura mais cautelosa. Já o núcleo do PCE, indicador de inflação preferido do banco central americano, subiu 0,1% em junho, levemente abaixo das projeções, reforçando a percepção de arrefecimento da pressão de preços.

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IGP-M e Inflação Doméstica

No Brasil, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) aprofundou a queda em julho, influenciado pela redução nos preços de commodities e pela desaceleração da inflação ao produtor. A deflação no índice abre espaço para novas quedas na taxa Selic, mas analistas ponderam que a trajetória depende do cenário fiscal e da âncora de expectativas.

Resultados Corporativos: Ambev e Usiminas

A Ambev divulgou lucro forte no segundo trimestre, mas frustrou projeções de receita, e o mercado já olha além do efeito da Copa do Mundo. A Usiminas, por sua vez, entregou resultados em linha com o esperado, mas sinalizou perda de fôlego no segundo semestre, especialmente no setor siderúrgico, afetado pela queda do minério de ferro na China, que atingiu mínima de um ano.

Movimentações Políticas e Globais

Na política, o presidente Lula afirmou que, se ele e o vice Alckmin errarem agora, o acerto foi tanto que não perderão a eleição. Governadores que em 2022 buscavam Lula e Bolsonaro agora invertem o movimento. No cenário internacional, o Irã atacou bases americanas e a Arábia Saudita se uniu aos EUA em ataques no Iraque, elevando a tensão geopolítica. A Rússia acusou o fundador do Telegram de apoiar terrorismo, enquanto o chanceler argentino descartou rompimento com o Brasil.

Oportunidades e Riscos

No crédito privado, a cautela aumenta com juros altos, mas janelas de oportunidades surgem em títulos indexados à inflação, segundo especialistas. Os fundos imobiliários (FIIs) seguem como alternativa, com o FII TEPP11 comprando seis conjuntos comerciais em São Paulo por R$ 13,4 milhões. A Receita Federal promove leilão eletrônico de iPhones, notebooks e carros com descontos, enquanto a construtura que oferece acesso a rede internacional de clubes disputa a alta renda. O mercado de ETFs acelera no Brasil, ampliando espaço na indústria de fundos. Para quem busca renda, a calculadora de dividendos e a planilha de gastos gratuitas auxiliam no planejamento financeiro.

O cenário, embora desafiador, reserva oportunidades para investidores atentos aos movimentos de curto prazo e às tendências de longo prazo, como a inteligência artificial que beneficia bancos e as transformações no crédito privado.

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