O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou alta anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, número abaixo do esperado pelo mercado. A divulgação ocorre em meio a um cenário de cautela global, com investidores atentos aos próximos passos do Federal Reserve. No Brasil, o índice geral de preços – Mercado (IGP-M) aprofundou sua queda em julho, puxado por componentes como alimentos e combustíveis.
PIB dos EUA decepciona
O dado do PIB americano veio ligeiramente inferior às projeções, que apontavam para uma expansão de cerca de 1,8%. A leitura mais fraca reforça a percepção de que a economia dos EUA perde fôlego, o que pode influenciar as decisões de política monetária do Fed. O núcleo do PCE, medida preferida de inflação da autoridade monetária, subiu 0,1% em junho, também abaixo do esperado, sinalizando alívio nos preços.
IGP-M cai em julho
No Brasil, o IGP-M registrou queda mais acentuada em julho, pressionado principalmente pelos preços de alimentos in natura e pela desaceleração dos combustíveis. O índice é amplamente utilizado para reajustes de aluguéis e tarifas. A deflação no atacado tem contribuído para o movimento, mas o cenário ainda exige cautela para os próximos meses.
Ambev e Usiminas divulgam resultados
No front corporativo, a Ambev frustrou as projeções do mercado no segundo trimestre, apesar de ter registrado lucro robusto. A ação da companhia caiu após o balanço, refletindo a percepção de que o desempenho operacional ficou aquém do esperado. Já a Usiminas entregou resultados em linha com as estimativas, mas sinalizou perspectivas negativas para o futuro, o que derrubou o papel na bolsa.
Dólar e minério de ferro
O dólar opera em queda nesta quinta-feira, beneficiado pelo cenário externo e pelos dados econômicos dos Estados Unidos. O minério de ferro, por outro lado, caiu para a mínima de um ano na China, com perdas das siderúrgicas asiáticas. O movimento pressiona ações de empresas do setor no Brasil.
Bradesco anuncia aumento de capital
Os controladores do Bradesco anunciaram a intenção de subscrever até R$ 8 bilhões no aumento de capital da instituição. A medida visa reforçar a estrutura de capital do banco em meio a um ambiente de juros elevados. A operação ainda depende de aprovação dos acionistas e dos órgãos reguladores.



