O mercado financeiro brasileiro acompanhou uma série de indicadores e balanços nesta quinta-feira, com destaque para o PIB dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado, e o IGP-M, que aprofundou a queda em julho. No cenário corporativo, Ambev e Usiminas divulgaram resultados do segundo trimestre, enquanto pesquisas Quaest mostraram lideranças nas eleições estaduais.
PIB dos EUA surpreende negativamente
O Produto Interno Bruto dos Estados Unidos registrou alta anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, abaixo das expectativas do mercado. O dado, divulgado pelo Departamento de Comércio americano, reforça a percepção de desaceleração econômica, influenciando os mercados globais. O dólar opera em queda ante o real, e o Ibovespa recua forte na sessão.
IGP-M cai e amplia deflação
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) aprofundou sua queda em julho. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o índice foi puxado principalmente pela redução nos preços de commodities e pela desaceleração dos custos de construção. O movimento sinaliza alívio inflacionário no atacado, mas ainda não se reflete plenamente no varejo.
Ambev e Usiminas: balanços mistos
A Ambev frustrou as projeções no segundo trimestre, apesar de um lucro forte. O mercado olha além do efeito Copa do Mundo, que impulsionou as vendas no período. Já a Usiminas entregou resultados em linha com o esperado, mas sinalizou perda de fôlego no segundo semestre, com a desaceleração da economia e a queda do minério de ferro na China.
Pesquisas Quaest: cenários estaduais
No Ceará, Ciro Gomes lidera contra Elmano de Freitas em cenários de primeiro e segundo turnos, segundo pesquisa Quaest. No Rio Grande do Sul, Juliana Brizola empata com Zucco em um eventual segundo turno. Em Goiás, Daniel Vilela lidera tanto no cenário espontâneo quanto no estimulado. Os dados reforçam a polarização e as alianças para 2026.
Dólar e minério de ferro no radar
O dólar opera em queda, influenciado pelo cenário externo e pelos dados dos EUA. Já o minério de ferro caiu para a mínima de um ano na China, com perdas das siderúrgicas, pressionando ações do setor. O Ibovespa recua forte, com volume elevado de negócios.
Controladores do Bradesco subscrevem aumento de capital
Os controladores do Bradesco vão subscrever até R$ 8 bilhões no aumento de capital do banco. A movimentação visa reforçar o balanço e aproveitar oportunidades de crédito em um ambiente de juros altos.
No mercado de renda fixa, os juros altos elevam a cautela no crédito, mas abrem janela de oportunidades para investidores que buscam ativos de baixo risco. ETFs aceleram no Brasil e ampliam espaço na indústria de fundos, enquanto FIIs continuam a realizar aquisições.



