PF apura esquema de fraudes no Digimais
A Polícia Federal deflagrou uma operação contra o Banco Digimais, instituição digital controlada pelo bispo Edir Macedo, sob suspeita de fraudes ao sistema financeiro. As investigações apontam práticas como supervalorização de ativos e manipulação de balanços contábeis, além do uso de uma carteira fraudulenta e uma complexa rede de fundos para ocultar irregularidades.
Práticas agressivas de investimento
De acordo com a PF, o Digimais teria adotado estratégias agressivas de investimento, similares às do Banco Master, para atrair investidores. A instituição supostamente utilizava garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como chamariz, oferecendo rendimentos elevados com risco subestimado. A supervalorização de ativos teria inflado artificialmente o balanço do banco, maquiando sua real situação financeira.
Teia de fundos e carteira fraudulenta
Os investigadores identificaram uma estrutura de fundos interligados que permitia a transferência de recursos entre empresas do mesmo grupo, criando a aparência de solidez. Uma carteira fraudulenta teria sido usada para registrar operações inexistentes ou com valores distorcidos, lesando investidores e o sistema financeiro.
O Banco Digimais, em nota, afirmou ter "compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes". A instituição nega qualquer irregularidade e diz que as suspeitas são infundadas.
Impacto e próximos passos
A operação da PF pode resultar em bloqueio de bens e afastamento de dirigentes. O caso levanta questionamentos sobre a fiscalização de bancos digitais e a exposição do FGC. O Digimais segue operando normalmente, mas a investigação pode abrir precedentes para o setor.



