Para Benchimol, país não tem outro caminho além do ajuste fiscal
Para Benchimol, país não tem outro caminho além do ajuste fiscal

O economista Ricardo Benchimol afirmou nesta segunda-feira que o Brasil não tem alternativa viável além do ajuste fiscal. Durante um seminário promovido por uma instituição financeira em São Paulo, ele alertou que a demora nas reformas pode agravar a situação econômica do país.

Benchimol defende corte de gastos

Segundo Benchimol, o crescimento da dívida pública exige medidas urgentes. "Não há outro caminho senão o ajuste fiscal. Precisamos controlar os gastos e promover reformas estruturais", disse. Ele destacou que a trajetória atual é insustentável e que o Brasil precisa de um plano consistente para equilibrar as contas.

Impacto das reformas

O economista ressaltou que reformas como a administrativa e a tributária são fundamentais para garantir a sustentabilidade fiscal. "Sem essas mudanças, o país corre o risco de perder a credibilidade internacional e enfrentar uma crise ainda mais profunda", afirmou. Benchimol também mencionou a necessidade de revisar subsídios e programas sociais para focar em eficiência.

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Reações do mercado

As declarações de Benchimol foram bem recebidas por investidores, que veem no ajuste uma sinalização de responsabilidade. O mercado financeiro reagiu positivamente, com queda nos juros futuros e alta na bolsa. Analistas consideram que a pressão por ajuste pode aumentar com a aproximação das eleições.

Desafios políticos

No entanto, Benchimol reconhece que o cenário político é desafiador. "O ajuste fiscal exigirá negociação com o Congresso e apoio da sociedade. É um esforço conjunto", ponderou. Ele acredita que, apesar das dificuldades, o país tem condições de superar a crise se houver vontade política.

Contexto econômico

O Brasil enfrenta um déficit primário elevado, com a dívida pública ultrapassando 80% do PIB. A inflação alta e os juros elevados pressionam a economia. Benchimol alerta que sem o ajuste, o país pode entrar em um ciclo de baixo crescimento e instabilidade.

Necessidade de consenso

Para o economista, a saída passa por um pacto nacional. "Precisamos de um acordo amplo que inclua governo, empresários e trabalhadores. O ajuste fiscal não é um fim em si mesmo, mas um meio para retomar o crescimento", concluiu. Ele defende que as reformas devem ser implementadas gradualmente, mas com compromisso firme.

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