Ouro sobe 1,6% após CPI dos EUA vir abaixo do esperado
Ouro sobe 1,6% após CPI dos EUA abaixo do esperado

O ouro encerrou em alta nesta terça-feira, 14, recuperando parte das perdas da véspera, após dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado aliviarem as expectativas de aperto monetário no país. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto subiu 1,60%, a US$ 4.069,7 por onça-troy, enquanto a prata para setembro avançou 1,95%, a US$ 59,104 por onça-troy.

Inflação americana surpreende para baixo

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA recuou mais que o esperado na comparação mensal e desacelerou no acumulado do ano. Os resultados, melhores que o previsto, pressionaram os rendimentos dos Treasuries e o dólar, favorecendo o ouro. O CPI caiu 0,4% em junho, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho. Após os resultados, as apostas em alta nos juros do país já em setembro diminuíram, apesar de ainda serem maioria.

Impacto sobre o Fed e perspectivas

Para o Bank of America, contudo, apesar dos resultados aliviarem as pressões sobre o Federal Reserve (Fed), é “apenas um resultado isolado, e a inflação ainda está bem acima da meta”. Na mesma linha, a Capital Economics avalia que os números não alteram a expectativa de uma alta nas taxas ainda este ano. Após os resultados, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso com o controle da inflação.

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Tensões geopolíticas e petróleo

Enquanto isso, no fronte geopolítico, os EUA e o Irã voltaram a trocar agressões durante a noite, sustentando os preços do petróleo. Contudo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai substituir a cobrança de um pedágio por acordos comerciais, diminuindo os ganhos da commodity e aliviando também parte das preocupações inflacionárias.

Ouro como reserva de valor

Para o Swissquote, conforme os preços de energia permanecem elevados, alguns bancos centrais globais podem ter de vender suas reservas de ouro como uma medida de estabilização de câmbio, “impedindo que o ouro se comporte plenamente como um ativo de refúgio seguro, como ocorreu durante os primeiros quatro meses desta guerra”. No entanto, o banco afirma que a perspectiva para o ouro permanece positiva no longo prazo. “Qualquer recuo no preço deve ser visto como uma oportunidade para os investidores de longo prazo fortalecerem suas posições otimistas”, explica.

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