Mercúrio capta R$ 672 mi para usina térmica em Alagoas
Mercúrio capta R$ 672 mi para térmica em AL

A Mercúrio, empresa do setor de energia, anunciou a captação de R$ 672 milhões para a construção de uma usina termelétrica no estado de Alagoas. O projeto, que terá capacidade instalada de 180 megawatts (MW), representa um investimento significativo na matriz energética da região Nordeste.

Detalhes do investimento

Os recursos captados pela Mercúrio serão destinados à implantação da usina térmica no município de Marechal Deodoro, em Alagoas. A unidade utilizará motores a gás natural, com tecnologia de ciclo combinado, o que garante maior eficiência energética e menor emissão de poluentes. Segundo a empresa, a obra deve gerar aproximadamente 1.200 empregos diretos e indiretos durante a fase de construção.

A captação foi realizada por meio de uma emissão de debêntures incentivadas, no âmbito do programa de infraestrutura do governo federal. A operação contou com a coordenação do Banco do Brasil e do Bradesco BBI, e teve forte demanda de investidores institucionais, como fundos de pensão e seguradoras.

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Impacto para Alagoas

A usina termelétrica da Mercúrio será a primeira do estado de Alagoas com capacidade superior a 100 MW. O projeto faz parte do plano de expansão da empresa, que busca diversificar suas fontes de geração e aumentar sua participação no mercado de energia do Nordeste. De acordo com o diretor-presidente da Mercúrio, Carlos Alberto de Oliveira, a escolha de Alagoas se deve à infraestrutura logística e à disponibilidade de gás natural na região.

“Alagoas oferece condições favoráveis para o desenvolvimento de projetos de energia, com acesso a gasodutos e proximidade de centros consumidores. Este investimento reforça nosso compromisso com a geração de energia limpa e com o desenvolvimento econômico do estado”, afirmou Oliveira.

Benefícios econômicos

Além dos empregos na construção, a usina deverá gerar cerca de 200 postos de trabalho permanentes durante sua operação. A previsão é que a unidade entre em operação comercial no segundo semestre de 2028. A energia gerada será comercializada no mercado livre e também poderá ser destinada a contratos de longo prazo com distribuidoras locais.

O governo de Alagoas celebrou o anúncio. O secretário de Desenvolvimento Econômico, João Paulo Mendes, destacou que o projeto representa um marco para a indústria energética do estado. “Essa usina vai impulsionar a economia local, atrair novos negócios e fortalecer a segurança energética da região”, disse.

Sustentabilidade e tecnologia

A usina utilizará gás natural, considerado um combustível de transição para uma matriz mais limpa. O ciclo combinado permite reaproveitar o calor dos gases de exaustão para gerar mais eletricidade, elevando a eficiência para cerca de 60%, contra 35% das térmicas convencionais. Isso reduz o consumo de combustível e as emissões de CO2 por megawatt-hora gerado.

A Mercúrio também planeja instalar painéis solares nas áreas adjacentes à usina, como parte de um projeto de hibridização que poderá agregar mais 50 MW de capacidade renovável ao complexo. Essa iniciativa está alinhada com as metas de descarbonização do setor elétrico brasileiro.

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