Ouro recua fortemente com disparada do petróleo e pressão inflacionária
Ouro recua com disparada do petróleo e inflação

O ouro registrou forte recuo nesta segunda-feira, 1º de junho, em meio à disparada do petróleo e ao aumento das preocupações com a inflação global. O metal precioso, tradicionalmente visto como um porto seguro, sofreu pressão com a migração de investidores para ativos de risco.

Queda do ouro

O contrato futuro do ouro para entrega em agosto fechou em queda de 2,5%, cotado a US$ 1.850 a onça-troy. Essa foi a maior desvalorização diária em mais de um mês. O movimento foi impulsionado pelo avanço do petróleo, que subiu mais de 4% após a Opep+ manter sua política de cortes na produção.

Com a alta do petróleo, as expectativas de inflação se elevaram, levando investidores a buscar ativos que possam se beneficiar de um ambiente de juros mais altos. O ouro, que não rende juros, perde atratividade quando as taxas de juros sobem.

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Impacto nos mercados

O índice Dólar, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis pares, subiu 0,3%, pressionando ainda mais as commodities cotadas em dólar. O ouro, assim como outras matérias-primas, tende a se desvalorizar quando o dólar se fortalece.

Analistas apontam que a recuperação econômica global e as pressões inflacionárias devem continuar a influenciar o preço do ouro nos próximos meses. Enquanto alguns investidores veem o metal como uma proteção contra a inflação, o cenário atual de juros mais altos pode limitar seu potencial de alta.

Petróleo em alta

O petróleo Brent, referência internacional, subiu 4,2%, para US$ 72 o barril, impulsionado pela decisão da Opep+ de manter os cortes de produção. O grupo, liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia, optou por não aumentar a oferta, apesar dos pedidos dos Estados Unidos e de outros países consumidores.

A alta do petróleo elevou os custos de energia e de transporte, alimentando as preocupações com a inflação. Isso beneficiou setores como o de energia, mas prejudicou o ouro e outros metais preciosos.

Perspectivas

Para os próximos dias, o mercado de ouro deve continuar volátil, com investidores monitorando os dados de inflação nos Estados Unidos e as decisões dos bancos centrais. O Federal Reserve (Fed) sinalizou que pode começar a reduzir seus estímulos monetários ainda este ano, o que pode pressionar ainda mais o ouro.

Especialistas recomendam cautela, destacando que o ouro ainda pode se beneficiar de incertezas geopolíticas e de um possível arrefecimento da economia global. No entanto, no curto prazo, a tendência é de correção.

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