Ouro fecha em alta com alívio do petróleo e foco em Oriente Médio
Ouro fecha em alta com alívio do petróleo

O ouro fechou em alta nesta quinta-feira, 4, impulsionado pelo alívio nos preços do petróleo. A queda da commodity reduziu as preocupações inflacionárias, pesando sobre o dólar e os juros dos Treasuries, enquanto investidores ponderam os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 0,85%, a US$ 4.505,00 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 0,38%, a US$ 73,971 por onça-troy.

As manchetes de cessar-fogo entre Israel e Líbano e novos comentários sobre um possível acordo entre EUA e Irã, vindos do presidente americano Donald Trump, mudaram “imediatamente” a maré a favor de metais preciosos, avalia o TD Securities. O banco de investimentos, contudo, alerta que o mercado continua frágil graças aos ataques de todos os lados e impasses nas negociações.

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Para a Capital Economics, traders também acompanham de perto dados recentes dos EUA e pistas sobre o próximo passo do Federal Reserve (Fed), sob temores de manutenção dos juros por mais tempo ou de aumento das taxas. “Por enquanto, não parece que um aperto esteja decidido e o payroll de maio amanhã pode mudar a narrativa”, aponta.

No final da manhã, por volta das 11h no horário de Brasília, o Dow Jones Brazil Titans 20 ADR apresentava leve alta. Hoje, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que a inflação é a maior preocupação do banco central no momento, mas acrescentou que a política monetária está bem posicionada para reagir a choques e alertou contra ações precipitadas.

Entre indicadores, os pedidos de auxílio-desemprego avançaram acima do esperado nos EUA, mas o custo unitário de mão de obra subiu menos que o previsto.

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