O ouro encerrou em queda acentuada nesta sexta-feira, 5, atingindo o nível de US$ 4.300, enquanto a prata voltou a operar abaixo de US$ 70. Os metais preciosos foram pressionados pelo avanço do dólar e dos juros dos Treasuries, em meio a expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) e aumento da tensão no Oriente Médio.
Desempenho dos metais
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 3,1%, a US$ 4.365,3 por onça-troy, acumulando perda de 5% na semana. A prata para julho recuou 6,6%, a US$ 69,103 por onça-troy, com queda de 9% na semana.
Os metais preciosos, que já operavam em queda desde o início da manhã, aceleraram as perdas nos últimos momentos da sessão, com o ouro atingindo o menor valor desde 11 de dezembro de 2025. No início da tarde, o Irã voltou a ameaçar expandir o conflito para outras frentes, caso um acordo com os EUA não seja firmado. Representantes iranianos afirmaram que as negociações estão travadas e apenas no “primeiro estágio”. Esse cenário fortaleceu o dólar, pressionando ainda mais o ouro e a prata.
Impacto do payroll
Também pressionando os metais está o relatório de empregos dos EUA, o payroll, que apontou a criação de 172 mil postos de trabalho em maio. O dado veio muito acima da mediana esperada por especialistas consultados pelo Projeções Broadcast, de 85 mil. Para o TD Securities, os números aumentam a probabilidade de um aumento nos juros pelo Federal Reserve (Fed) no início de 2027. Segundo o CME Group, no entanto, o relatório elevou as chances de um aperto monetário já a partir deste ano.
Para a Capital Economics, o Fed deve realizar “altas preventivas” nas taxas até o fim de 2026, caso o mercado de trabalho não sofra deterioração, mas o BC dos EUA deve esperar pelo menos até setembro para implementar as mudanças.
O dólar se aproximou de R$ 5,15 após os dados de emprego nos EUA, reduzindo ainda mais as chances de um aumento de juros pelo Fed no curto prazo.



