O Ibovespa enfrenta um momento de correção, com queda superior a 15% desde seu topo histórico. Apenas seis ações escaparam da desvalorização generalizada. O Bank of America (BofA) rebaixou a recomendação para o Brasil de 'overweight' para 'neutro', projetando a Selic em 14,25% ao final do ano. Essa mudança de rota sinaliza cautela com os ativos locais.
Fatores que podem impulsionar o Ibovespa
Para que o índice retome os 200 mil pontos, analistas apontam a necessidade de uma combinação de fatores: controle da inflação, queda dos juros futuros e avanço das reformas econômicas. O Tesouro Direto oferece títulos com IPCA+8%, algo não visto desde o governo Dilma, o que atrai investidores em busca de proteção contra a inflação.
Impacto da política monetária
A expectativa é que o Banco Central mantenha a taxa Selic elevada por mais tempo, o que pressiona a renda variável. No entanto, a renda fixa se torna mais atrativa, com CDBs, LCIs e LCAs oferecendo retornos elevados. As maiores gestoras do País alertam para um triplo risco: fiscal, externo e político.
- Risco fiscal: O governo nega ter retirado R$ 200 bilhões do arcabouço, mas o mercado segue desconfiado.
- Risco externo: Trump promete novos ataques ao Irã, aumentando a tensão geopolítica.
- Risco político: A aprovação de Lula oscila em 44%, enquanto Flávio Bolsonaro tem rejeição de 56%.
Setores e ações em destaque
O Santander elencou ações líderes em inteligência artificial na Bolsa brasileira, que vão além das empresas de tecnologia. A Embraer é um dos papéis a serem observados nos próximos 90 dias, com possíveis impactos de novos contratos. Já a Rumo (RAIL3) bateu recorde de volumes, o que pode beneficiar suas ações.
Oportunidades em renda fixa e imóveis
Com a Selic alta, títulos públicos e privados se destacam. O IPCA+8% é considerado imperdível por muitos especialistas. No mercado imobiliário, a Zuk e o Itaú leiloam cerca de 200 imóveis com descontos de até 63%. Os FIIs, Fiagros e FI-Infra ensinam que nem todo dividendo é igual, exigindo análise de risco.
Riscos geopolíticos e climáticos
No cenário global, a Irlanda do Norte registra violência contra imigrantes, e terremotos nas Filipinas deixam 46 mortos. A Copa do Mundo de 2026 também enfrenta desafios: os EUA pedem restrições de viagem por ebola, e o clima instável do verão ameaça o conforto dos torcedores.
Para quem busca diversificação, a Janus Henderson aposta na Europa, mesmo com o auge da IA americana. Já a Monte Bravo quer dobrar sua equipe e mira R$ 200 bilhões sob custódia até 2030. A Senior Sistemas realizou sua maior aquisição, comprando a Salú por R$ 318,7 milhões.
Educação financeira e carreira
A XP Educação abriu inscrições para formação gratuita em IA. A Expert XP anuncia a participação do ex-tenista Andre Agassi e de Caio Amato, da Oakley. No mercado de trabalho, o horário flexível na Copa exige cuidado das empresas para evitar riscos trabalhistas. O contrato de namoro deixou de ser coisa de celebridade e conquistou casais comuns.
Para quem deseja proteger o patrimônio, seguradoras indicam que mais brasileiras com 60+ vivem sozinhas, sendo essencial planejar seguros. Homens de 30 a 59 anos que moram sozinhos devem priorizar coberturas específicas. A complexidade geopolítica também afeta os seguros na Copa do Mundo.



