MSFT dispara e Meta cai após balanços; IA define rumos opostos
MSFT dispara e Meta cai; IA define rumos opostos

As ações das gigantes de tecnologia seguiram trajetórias opostas nesta quinta-feira, após a divulgação de resultados trimestrais que reacenderam o debate sobre os retornos dos investimentos bilionários em inteligência artificial. Enquanto a Microsoft disparava em Wall Street, a Meta registrava forte queda, pressionada por projeções que decepcionaram investidores.

Microsoft: crescimento em nuvem e Copilot impulsionam ação

A Microsoft chegou a saltar cerca de 12% por volta das 15h (horário de Brasília), caminhando para o melhor pregão desde março de 2020. O movimento foi impulsionado pela receita do quarto trimestre fiscal, que superou as estimativas dos analistas. A divisão de computação em nuvem Azure cresceu 43%, superando as expectativas e reforçando a percepção de que a empresa está conseguindo monetizar seus investimentos em inteligência artificial.

Outro destaque foi o assistente Microsoft 365 Copilot, que ultrapassou 30 milhões de licenças pagas, ante mais de 20 milhões em abril. O avanço foi visto como evidência de que a demanda por ferramentas de IA segue acelerando entre clientes corporativos. Segundo Tracy Woo, analista principal da Forrester, citada pela CNBC, os números mostram que a estratégia da empresa começa a gerar resultados concretos. Em relatório, ela afirmou que o forte desempenho da receita combinado ao crescimento do Copilot indica que a expansão da infraestrutura de data centers está começando a trazer retorno financeiro.

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Meta: receita abaixo do esperado e fluxo de caixa em queda

O cenário foi bem diferente para a Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp. A empresa divulgou lucro abaixo das expectativas e apresentou projeção de receita para o trimestre atual considerada decepcionante: entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões, com ponto médio de US$ 62,5 bilhões, abaixo dos US$ 63,15 bilhões esperados pelos analistas consultados pela LSEG.

Além disso, o fluxo de caixa livre despencou 91% na comparação anual, para apenas US$ 784 milhões, refletindo o impacto dos investimentos maciços em inteligência artificial. O dado reforçou as dúvidas dos investidores sobre o prazo para que esses aportes se convertam em ganhos de receita. As ações da Meta caíam cerca de 8% e caminhavam para o 11º pregão consecutivo de queda, acumulando desvalorização superior a 20% no período.

Durante a conferência com analistas, o CEO Mark Zuckerberg afirmou que a empresa tem recebido ofertas para comercializar capacidade computacional a preços superiores aos custos da infraestrutura. A declaração gerou especulações sobre um possível aluguel de capacidade excedente de processamento para terceiros, mas a falta de clareza sobre a estratégia contribuiu para a cautela do mercado.

Contexto do mercado: IA no centro das atenções

O comportamento oposto das ações chama atenção porque o mercado vinha demonstrando crescente preocupação com os custos da corrida pela inteligência artificial. A Microsoft conseguiu equilibrar expansão dos investimentos e crescimento operacional, enquanto a Meta enfrenta ceticismo sobre o retorno de seus gastos. A Apple, outra integrante do grupo das "Magnificent Seven", também vive um rali, com alta de 17% em julho, mas o foco do dia foi a divergência entre Microsoft e Meta.

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