Mercados: Morgan vê alívio, IGP-M cai, Ambev e Intelbras divulgam balanços
Morgan vê alívio para ações do Brasil; IGP-M cai em julho

A semana nos mercados financeiros brasileiros foi marcada por um misto de alívio e cautela. O Morgan Stanley avaliou que as ações do Brasil podem respirar após a decisão do Federal Reserve (Fed), mas ponderou que o 'limbo' macroeconômico ainda não se dissipou completamente. Paralelamente, o IGP-M aprofundou sua queda em julho, enquanto empresas como Ambev, Intelbras e outras divulgaram resultados do segundo trimestre.

Morgan Stanley: alívio, mas limbo não acabou

Em relatório divulgado nesta semana, o Morgan Stanley afirmou que a decisão do Fed de manter os juros nos Estados Unidos trouxe um alívio de curto prazo para os ativos brasileiros. No entanto, o banco ressalta que as incertezas fiscais e políticas domésticas ainda mantêm o mercado em um 'limbo' que deve persistir até que haja maior clareza sobre o cenário econômico global e local. A recomendação para ações brasileiras segue cautelosa, com preferência por setores mais defensivos.

IGP-M aprofunda queda em julho

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou queda mais acentuada em julho, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice, que já vinha em trajetória de desaceleração, foi puxado principalmente pela redução nos preços de commodities e pela desinflação no atacado. O movimento contribui para expectativas de que a inflação ao produtor possa continuar cedendo nos próximos meses, aliviando custos para a indústria.

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Balanços do 2T: Ambev, Intelbras e outras empresas

A temporada de balanços do segundo trimestre trouxe resultados mistos. A Ambev frustrou as projeções do mercado, apesar de ter reportado lucro forte. O mercado olha além do efeito da Copa do Mundo, que impulsionou as vendas no período, mas preocupa-se com a sustentabilidade do crescimento. Já a Intelbras apresentou alta de 16% no lucro líquido do 2T em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 93 milhões em proventos anunciados. A empresa de tecnologia e segurança segue beneficiada pela demanda aquecida por equipamentos de rede e sistemas de segurança.

No setor de saúde, a Alliança Saúde ampliou seu prejuízo ajustado para R$ 48,9 milhões no quarto trimestre de 2025, refletindo pressões de custos assistenciais. Já a Profarma registrou lucro ajustado de R$ 31,7 milhões no segundo trimestre, impulsionado por eficiência operacional e crescimento nas vendas de medicamentos especiais.

Política: Quaest mostra cenários eleitorais para 2026

Pesquisa Quaest divulgada nesta semana aponta cenários eleitorais estaduais para 2026. No Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno contra o atual governador Elmano de Freitas. No Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PT) empata tecnicamente com o deputado estadual Zucco (PL) em um eventual segundo turno. Em Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) lidera isolado nos cenários de primeiro e segundo turnos. Os resultados indicam a força de nomes tradicionais e a fragmentação do eleitorado.

Outros destaques da semana

No cenário internacional, o Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em 3,75%, mas mais membros do comitê passaram a apoiar um aumento, sinalizando preocupação com a inflação persistente. No Brasil, o tráfego aéreo doméstico cresceu em junho, destoando da retração global. Já a empresa de bebidas The Natural One avalia opções estratégicas, incluindo uma possível venda, segundo fontes.

No segmento de fundos imobiliários, o FII TEPP11 anunciou a compra de seis conjuntos comerciais em São Paulo por R$ 13,4 milhões, reforçando sua estratégia de diversificação. A Sumirê, empresa que uniu 20 famílias, mira faturamento de R$ 600 milhões com negócios de marketing e eventos. Por fim, a Nestlé transformou um roubo de chocolate em uma aula de branding, mostrando como a crise pode ser convertida em oportunidade de fortalecimento da marca.

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