A decisão do Federal Reserve (Fed) de cortar a taxa de juros trouxe um alívio momentâneo para as ações brasileiras, mas, segundo analistas do Morgan Stanley, o 'limbo' econômico do país ainda não terminou. A avaliação ocorre em meio a indicadores mistos: o IGP-M aprofundou a queda em julho, enquanto a taxa de desemprego recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho, segundo o IBGE.
Impacto do Fed no mercado brasileiro
O Morgan Stanley destacou que o corte de juros pelo Fed reduz a pressão sobre ativos de risco emergentes, beneficiando o Ibovespa. No entanto, os estrategistas alertam que a incerteza fiscal e política no Brasil continua limitando ganhos mais expressivos. 'O alívio é bem-vindo, mas o limbo macroeconômico não acabou', afirmou a equipe do banco em relatório.
IGP-M e inflação no Brasil
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,4% em julho, aprofundando a deflação ante o mês anterior. O resultado foi puxado principalmente pelos preços no atacado, com destaque para a desaceleração dos alimentos. O índice acumula alta de 2,8% em 12 meses, bem abaixo da meta de inflação.
Desemprego atinge menor nível desde 2014
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre até junho, o menor patamar desde 2014. O IBGE informou que o número de ocupados cresceu 0,8% no período, impulsionado pelo setor de serviços. A renda média real também avançou, subindo 1,2% frente ao trimestre anterior.
Perspectivas para a bolsa e a economia
Apesar dos dados positivos, o Morgan Stanley mantém cautela. 'O cenário fiscal ainda é desafiador e a eleição de 2026 adiciona incerteza', pontuou. O Ibovespa futuro operava em alta nesta quinta-feira, acompanhando o otimismo externo, mas investidores seguem atentos aos balanços corporativos, como os da Ambev, Usiminas e Vale, que divulgam resultados do segundo trimestre.



