Os contratos de mini-índice com vencimento em junho (WINM26) encerraram a última sessão (02/06) em alta de 1,37%, aos 175.230 pontos, interrompendo uma sequência de cinco pregões consecutivos de queda. O movimento acompanhou a recuperação do Ibovespa, que também quebrou um ciclo de cinco quedas seguidas.
Apesar do anúncio de um novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o mercado reagiu de forma mais positiva após a divulgação de uma ampla lista de exceções. No exterior, as bolsas americanas e europeias avançaram, impulsionadas principalmente pelo setor de tecnologia.
Destaques do mercado brasileiro
No Brasil, a alta foi liderada por Vale (VALE3), siderúrgicas e bancos, enquanto Petrobras (PETR4) limitou os ganhos. Para o trader de mini-índice, o foco segue no fluxo estrangeiro, nos desdobramentos da política comercial entre Brasil e EUA e no cenário geopolítico, fatores que continuam sustentando a volatilidade dos mercados.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observa-se que o mini-índice encerrou a sessão com viés positivo, embora ainda negocie abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém a cautela para os próximos movimentos. Para que o fluxo comprador ganhe continuidade, será necessária a superação da resistência em 175.650/175.855 pontos. Caso consiga romper essa região, o contrato poderá avançar em direção a 176.325/176.670 pontos, com alvo mais amplo em 177.250/177.600 pontos.
Por outro lado, caso volte a sofrer pressão vendedora, o suporte em 175.130/174.650 pontos será decisivo. A perda dessa faixa pode reacender o movimento de baixa, abrindo espaço para testes em 174.240/173.620 pontos e, posteriormente, em 173.100/172.645 pontos.
Análise do gráfico diário
No gráfico diário, sigo observando uma estrutura predominantemente baixista. Embora a alta da última sessão tenha interrompido a sequência de perdas, o ativo continua negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém a tendência de baixa no curto prazo.
Na minha avaliação, o avanço recente deve ser encarado, por enquanto, como um movimento corretivo dentro de uma estrutura ainda negativa. O IFR (14) subiu para 35,51 pontos, permanecendo próximo da região de sobrevenda. Essa configuração favorece a continuidade de repiques técnicos, especialmente após o forte movimento vendedor registrado nas últimas semanas.
Para uma melhora mais consistente do cenário, será necessário romper a região de resistência em 176.370/177.990 pontos, abrindo caminho para alvos em 180.385/184.090 pontos. Já pelo lado vendedor, a perda de 172.645/171.780 pontos poderá recolocar o índice em trajetória de queda, com projeções para 170.470/168.870 pontos.
Análise do gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário apresentou melhora em relação às últimas sessões. O mini-índice fechou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma tentativa de recuperação após o forte movimento de baixa.
Para que essa reação ganhe força, será importante observar o comportamento dos preços diante da resistência em 175.855/176.325 pontos. O rompimento dessa faixa poderá impulsionar o contrato em direção a 177.250/177.990 pontos. Em um cenário mais otimista, os próximos objetivos ficam em 179.655/180.385 pontos.
Por outro lado, o mercado ainda inspira cautela. Caso o ativo perca a região de suporte em 174.650/174.260 pontos, a pressão vendedora pode voltar a ganhar intensidade, levando os preços para 172.645/171.780 pontos. Abaixo desse intervalo, os próximos alvos passam a ser 170.470/169.315 pontos.
Indicadores e guias de análise técnica
O analista técnico Rodrigo Paz elaborou as análises com base em gráficos da Nelogica. Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader, incluindo guias sobre linhas de tendência, médias móveis, IFR, Bandas de Bollinger e MACD.



