Mini-índice cai 1,09% e acumula 5 quedas; veja suportes e resistências
Mini-índice cai 1,09% e acumula 5 quedas consecutivas

Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (01/06) com baixa de 1,09%, aos 172.645 pontos, registrando o quinto pregão consecutivo de perdas. O mini-índice inicia a semana sob pressão, após o Ibovespa registrar a quinta queda consecutiva. O mercado segue cauteloso diante das incertezas envolvendo as negociações entre EUA e Irã, enquanto a alta do petróleo e o aumento da percepção de risco continuam influenciando os ativos globais.

No Brasil, a saída de capital estrangeiro segue pressionando a bolsa. Vale (VALE3) e os grandes bancos voltaram a recuar, enquanto Petrobras (PETR4) limitou perdas ao acompanhar a alta do petróleo. Para o trader de mini-índice, o foco permanece no fluxo estrangeiro, nas commodities e nos desdobramentos do cenário geopolítico, fatores que continuam sustentando a volatilidade no curto prazo.

Análise do gráfico de 15 minutos

No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a sessão com forte pressão vendedora e permanece negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém o viés negativo para o curto prazo. Para que o fluxo de baixa tenha continuidade, será necessária a perda da região de suporte em 172.645/172.275. Caso esse patamar seja rompido, o contrato poderá acelerar as vendas em direção a 171.780/171.200. Em um cenário mais pessimista, os próximos alvos passam a ser 170.665/170.470.

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Por outro lado, uma recuperação dependerá da entrada de fluxo comprador capaz de superar a resistência em 173.220/173.790. Acima dessa faixa, o índice poderá buscar 174.280/174.720, com objetivo mais amplo em 175.225/175.650.

Análise do gráfico diário

No gráfico diário, sigo observando um cenário de forte pressão vendedora. O mini-índice permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo a estrutura de baixa e renovando mínimas recentes. A última sessão reforçou esse movimento, com o ativo acumulando cinco pregões consecutivos de queda. Apesar disso, o IFR (14) recuou para 28,23 pontos, entrando na região de sobrevenda. Historicamente, esse tipo de configuração pode favorecer movimentos corretivos ou repiques compradores, principalmente após um movimento tão esticado de baixa.

Ainda assim, a tendência principal continua negativa. Para uma reversão mais consistente, será necessário superar a região de resistência em 174.730/176.370/177.990 pontos, abrindo espaço para avanços em direção a 180.385/184.090 pontos. Pelo lado vendedor, a perda de 172.645/171.780 pontos pode acelerar as quedas rumo a 170.470/168.870 pontos.

WINM26: Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também fechou em queda, mantendo um cenário de fragilidade. Apesar disso, o ativo encerrou a sessão negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, mostrando uma tentativa de estabilização após as fortes perdas recentes.

Para continuidade do fluxo vendedor, considero fundamental o rompimento da faixa de suporte em 172.645/171.780 pontos. Caso isso ocorra, o índice poderá buscar inicialmente 170.470/169.315 pontos, com projeções mais longas em 168.870/167.620 pontos.

Por outro lado, uma retomada do fluxo comprador exigirá a superação da resistência em 173.790/175.280 pontos. Acima desse intervalo, o ativo ganha espaço para avançar até 176.325/177.250 pontos. Em um cenário mais otimista, os próximos alvos ficam em 177.990/179.655 pontos.

Rodrigo Paz é analista técnico.

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