Mercados reagem a tarifas dos EUA e dados de emprego; dólar sobe
Mercados reagem a tarifas dos EUA e dados de emprego

O mercado financeiro brasileiro inicia a semana com atenção voltada para as tarifas comerciais dos Estados Unidos e os dados de emprego americanos. O dólar opera em alta após o payroll de maio superar as expectativas, enquanto o Ibovespa futuro recua com o tarifaço de Trump e a agenda política doméstica.

Dólar sobe com payroll forte

O dólar comercial registra alta nesta segunda-feira, impulsionado pelo relatório de empregos dos Estados Unidos, que mostrou a criação de 272 mil vagas em maio, acima do esperado pelo mercado. O dado reforça a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros elevados por mais tempo, fortalecendo a moeda americana globalmente.

Ibovespa futuro em queda

O Ibovespa futuro opera em baixa, pressionado pelo anúncio de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros e pela reunião do presidente Lula com ministros para discutir a pauta econômica. Investidores monitoram os desdobramentos da guerra comercial e seus impactos sobre setores exportadores.

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Tarifaço de Trump afeta setores da Bolsa

As tarifas anunciadas por Donald Trump devem impactar segmentos como siderurgia, alumínio e carne bovina. Empresas como Gerdau, Usiminas e JBS estão no radar dos investidores. O governo brasileiro busca alternativas para minimizar os efeitos, incluindo negociações diplomáticas e possíveis retaliações.

Recomendações de ações para junho

A XP Investimentos divulgou sua lista de 13 ações recomendadas para junho, destacando papéis como Raízen, Axia, Brava, Yduqs e Multiplan. A seleção leva em conta o cenário de juros elevados e a volatilidade do mercado, priorizando empresas com fundamentos sólidos e potencial de dividendos.

IPO da SpaceX pode enriquecer aliados de Trump

Fontes indicam que a SpaceX pode abrir capital na próxima semana com valuation de US$ 1,75 trilhão. O IPO pode beneficiar investidores próximos ao ex-presidente Donald Trump, que possuem participações na empresa de Elon Musk.

Galípolo explica força do real

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o hedge de investidores estrangeiros pode estar por trás da recente valorização do real. A declaração ocorre em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade da moeda brasileira frente ao dólar.

No cenário corporativo, a Raízen negocia com credores uma opção futura de injeção de capital, enquanto o Itaú BBA reforçou a recomendação de compra para Yduqs, mas reduziu o preço-alvo para 2026. A Petrobras, por sua vez, defende que o petróleo não pode ser descartado na transição energética.

Entre as notícias políticas, o TSE manteve a inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o senador Alcolumbre afirmou que o Senado não é obrigado a aprovar o texto da Câmara sobre a escala 6×1. Michelle Bolsonaro pediu registro de mais de 70 marcas com o nome Bolsonaro, enquanto especialistas avaliam os impactos eleitorais das tarifas americanas.

No mercado internacional, a zona do euro registrou contração do setor privado em maio, com inflação elevada devido à guerra. Em Portugal, uma greve geral afeta voos, transportes e escolas. A Anvisa suspendeu um lote da água mineral Crystal por contaminação bacteriana.

Para investidores, a portabilidade de previdência privada, os riscos de crédito em bancos digitais e as travas na venda de imóveis são temas em destaque. Ferramentas como a Calculadora de Dividendos e o Manual dos Dividendos do InfoMoney auxiliam na busca por renda passiva.

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