Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa nesta quarta-feira (22), enquanto o petróleo avança para máximas de seis semanas, em meio a tensões geopolíticas e à expectativa pelos balanços da Alphabet e da Tesla. No Brasil, a nova tarifa comercial de 25% sobre produtos brasileiros entra em vigor, e o governo sinaliza retaliação.
Ásia fecha majoritariamente em alta com força do setor de IA
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta, impulsionados pelo setor de inteligência artificial, que retomou força com o aumento da demanda por exportações. Ações de fabricantes de chips e empresas de semicondutores lideraram os ganhos. O Shanghai SE (China) subiu 0,07%, o ASX 200 (Austrália) avançou 0,34%, enquanto o Nikkei (Japão) caiu 0,18%, o Hang Seng Index (Hong Kong) recuou 0,95% e o Nifty 50 (Índia) perdeu 0,86%.
Europa opera em alta com balanços corporativos
As bolsas europeias operam em alta, com o STOXX 600 subindo 0,63%. O DAX (Alemanha) avança 0,57%, o FTSE 100 (Reino Unido) sobe 1,25%, o CAC 40 (França) ganha 1,03% e o FTSE MIB (Itália) tem alta de 0,97%. Os investidores acompanham resultados de grandes empresas como Banco Santander, Iberdrola, Experian, Deutsche Boerse, Equinor e UniCredit.
EUA: futuros recuam antes de balanços da Alphabet e Tesla
Os índices futuros dos EUA operam em baixa: Dow Jones Futuro cai 0,09%, S&P 500 Futuro recua 0,25% e Nasdaq Futuro perde 0,58%. A atenção está voltada para os resultados da Alphabet, dona do Google, e da Tesla. A Alphabet enfrenta questionamentos sobre atrasos em seu modelo de IA, enquanto a Tesla deve registrar sua primeira queima de caixa trimestral em mais de dois anos. Além disso, investidores monitoram os desdobramentos da guerra entre EUA e Irã. Na reunião dos Ministros das Relações Exteriores da ASEAN, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington permanece comprometido com a diplomacia, mas acusou Teerã de violar o acordo bilateral sobre o Estreito de Ormuz.
Brasil: tarifa de 25% dos EUA entra em vigor e governo prepara resposta
A nova tarifa comercial de 25% sobre uma série de produtos brasileiros entra em vigor, atingindo bilhões de dólares em exportações. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro implementará a Lei de Reciprocidade no momento adequado e terá um programa de apoio aos setores afetados. Segundo fontes, a resposta deve incluir retaliações e a retomada de uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC), podendo envolver o setor audiovisual e patentes farmacêuticas.
Mercado nacional reage a dados da Vale e temporada de balanços
A Vale elevou em 0,8% a produção de minério de ferro no segundo trimestre ante o mesmo período de 2025, registrando o maior volume para um segundo trimestre desde 2018. A mineradora também promove assembleia para eleger novo chairman. A Weg divulga seu resultado do segundo trimestre, abrindo a temporada de balanços no Brasil.
Petróleo atinge máxima de seis semanas com tensões no Oriente Médio
Os preços do petróleo atingiram máximas de seis semanas. Dois petroleiros transportando petróleo bruto saudita para a Ásia inverteram rota no Mar Vermelho após ameaças de ataque dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, reduzindo expectativas de que o aumento das tensões possa estar próximo do fim.
Wall Street fechou em alta na véspera com semicondutores
Na terça-feira, os índices em Nova York fecharam em alta: Dow Jones subiu 0,74%, S&P 500 avançou 0,88% e Nasdaq ganhou 1,29%. O movimento foi puxado por empresas de semicondutores, ignorando os últimos desdobramentos da guerra no Irã. Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, afirmou: “Se os balanços nas próximas semanas sugerirem que continuamos na fase de gastos da expansão da IA, os investidores provavelmente ficarão mais impacientes, e a onda de vendas poderá se prolongar durante os meses de verão” (no Hemisfério Norte).
Juros futuros e dólar: taxas sobem, dólar cai
Os juros futuros fecharam em alta por toda a curva na véspera, com o DI1F27 a 13,935% e o DI1F35 a 14,650%. O dólar comercial caiu 0,32%, cotado a R$ 5,073 na venda, na segunda queda consecutiva, na contramão de outras divisas emergentes. O índice DXY subiu 0,22%, a 101,17 pontos.
Ibovespa fechou praticamente estável
O Ibovespa encerrou terça-feira com leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, com volume de R$ 18,20 bilhões. Na semana, o índice acumula queda de 0,22%; no mês, alta de 0,76%; e no ano, ganho de 7,57%.
Destaques do pregão: maiores altas e baixas
As maiores altas foram MBRF34 (+4,06%), USIM5 (+3,68%), CMIN3 (+3,53%), BBAS3 (+3,52%) e RECV3 (+1,77%). As maiores baixas foram HYPE3 (-5,51%), RDOR3 (-4,32%), YDUQ3 (-4,16%), BRKM5 (-3,87%) e AZZA3 (-3,80%). As ações mais negociadas foram PETR4 (51.917 negócios, +1,24%), BBAS3 (33.794, +3,52%), B3SA3 (34.815, -0,59%), RDOR3 (30.624, -4,32%) e BBDC4 (30.155, +0,76%).



